Introdução
A construção participativa do Plano Plurianual (PPA) representa uma inovação na gestão pública ao aproximar governo e sociedade. Em Pirassununga, o PPA 2026–2029 foi desenvolvido de forma colaborativa. Essa prática fortalece a transparência, amplia o engajamento cívico e estabelece corresponsabilidade na definição de prioridades municipais, promovendo políticas públicas mais responsivas e sustentáveis.
Contexto Investigado
O município de Pirassununga enfrentava o desafio de integrar planejamento estratégico e participação cidadã em um processo historicamente técnico e restrito. A Secretaria de Governo participou ativamente da construção da peça orçamentária, buscando conciliar diretrizes legais, orçamentárias e sociais. O contexto incluiu alta demanda por transparência, alinhamento aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e necessidade de legitimar decisões públicas por meio de metodologias participativas e baseada em evidências.
Diagnóstico da Situação-Problema
Antes da iniciativa, a elaboração do PPA era limitada à esfera técnica, com baixa interação social. Essa condição dificultava a identificação de prioridades reais da população e comprometia a legitimidade das políticas. O distanciamento entre comunidade e governo reduzia a confiança nas instituições e gerava sobreposição de demandas. Identificou-se, assim, a necessidade de adotar novas ferramentas que promovessem engajamento social, transparência ativa e articulação interinstitucional.
Intervenção Proposta
Foram implementadas audiências públicas, encontros comunitários e reuniões com lideranças locais, utilizando metodologias de escuta ativa e análise de dados participativos. A Secretaria de Governo coordenou o processo junto às demais secretarias e ao Legislativo. Ferramentas de planejamento foram integradas à rotina administrativa, permitindo sistematizar contribuições e alinhar o PPA a diretrizes nacionais, estaduais e aos ODS, fortalecendo a governança aberta.
Resultados Obtidos
A prática ampliou o engajamento cívico e consolidou um modelo mais inclusivo de planejamento. Diversos segmentos sociais participaram do processo, especialmente em saúde, educação e infraestrutura. Houve fortalecimento do vínculo entre governo e sociedade, aumento da interação nos canais institucionais e debate público mais qualificado. Internamente, as secretarias desenvolveram cultura colaborativa e orientada a evidências, o que resultou em maior integração e eficiência na definição de prioridades municipais.
Contribuição Tecnológica-Social
O relato demonstra que a governança colaborativa pode transformar o planejamento municipal em um processo dinâmico e centrado no cidadão. A combinação de tecnologia, participação social e articulação institucional fortalece a democracia local e contribui para o desenvolvimento de cidades inteligentes. A prática gera impacto social ao legitimar decisões e tecnológico ao integrar ferramentas digitais de escuta e monitoramento, tornando-se replicável para outros municípios brasileiros.