Introdução
A transição energética no setor de transportes configura-se como desafio estratégico para o cumprimento das metas climáticas brasileiras. O Rio de Janeiro, maior produtor nacional de gás natural, exemplifica o paradoxo da transição: recurso fóssil pode acelerar ou comprometer a descarbonização. O artigo analisa a integração estratégica do gás natural, biometano e hidrogênio verde como vetores complementares na matriz sustentável fluminense, considerando aspectos técnicos, econômicos e regulatórios.
Problema de Pesquisa e Objetivo
O problema central é a contradição entre a matriz elétrica renovável brasileira e a dependência fóssil no transporte, agravada no Rio de Janeiro pela abundância de gás natural. O objetivo é analisar a viabilidade de integração do gás natural, biometano e hidrogênio verde como vetores complementares na transição energética do transporte fluminense, identificando sinergias e barreiras técnicas, sociais, econômicas e regulatórias.
Fundamentação Teórica
O artigo fundamenta-se na teoria da transição energética, abordando riscos de lock-in tecnológico e ativos encalhados. Adota a perspectiva triple bottom line alinhada aos ODS 7, 9 e 11, incorporando governança multinível para análise da coordenação institucional. Utiliza referenciais de economia circular para o biometano e inovação sustentável para o hidrogênio verde, considerando o marco regulatório brasileiro como elemento central da transição energética no transporte fluminense.
Metodologia
O estudo utilizou revisão bibliográfica qualitativa, consultando Web of Science, Scopus e documentos oficiais (2020-2025). Foram analisados 38 trabalhos mediante critérios de relevância temática e atualidade. A abordagem permitiu análise crítica convergências/divergências na literatura, integrando dimensões técnicas, econômicas e regulatórias dos três vetores energéticos investigados, com foco na aplicabilidade ao caso fluminense.
Análise e Discussão dos Resultados
A análise identifica o gás natural como ponte estratégica, porém com riscos de lock-in tecnológico. O biometano apresenta potencial circular imediato, mas enfrenta barreiras de escala e custos. O hidrogênio verde emerge como solução de longo prazo, dependente de inovação e políticas robustas. A integração dos três vetores requer coordenação institucional, financiamento adequado e regulação clara para efetividade da transição energética fluminense.
Considerações Finais
Conclui-se que a transição energética no transporte fluminense exige integração estratégica dos três vetores analisados. O gás natural opera como ponte transitória, o biometano como solução circular imediata e o hidrogênio verde como alternativa de longo prazo. Sucesso depende de coordenação institucional, investimentos em infraestrutura e políticas alinhadas aos ODS 7, 9 e 11, garantindo transição justa e sustentável para o Rio de Janeiro.
Referências
ANP. Boletim Produção 2025. 2025. BURSZTYN et al. Estudos Avançados, v.39, 2025. CALDERÓN-MÁRQUEZ. Dyna, v.90, 2023. COLUCCI et al. Applied Energy, v.388, 2025. FERREIRA. Horizontes Antropológicos, v.30, 2024. GUZOWSKI et al. Ambiente & sociedade, v.24, 2021. STANLEY. Ciencias administrativas, n.23, 2023. TEIXEIRA et al. BNDES Setorial, v.27, 2021.