Resumo

Título do Artigo

ATRATIVO NATURAL PARA ABELHAS APIS MELLIFERA LIGUSTICA COMO ESTRATÉGIA DE EMPREENDEDORISMO SUSTENTÁVEL NA APICULTURA PIAUIENSE
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Tema

Agronegócios e Sustentabilidade

Autores

Nome
1 - Romézio Alves Carvalho da Silva
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2 - EMILY MARIA DE SOUSA SANTOS
UECE - Universidade Estadual do Ceará - Programa de Pós Graduação - UECE Responsável pela submissão
3 - INGRID GOMES DE MOURA
Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologiado IFPI - Campus campo maior

Reumo

Introdução
A apicultura é uma atividade que envolve a criação e o manejo responsável das abelhas, com o objetivo de extrair e comercializar seus produtos, como o mel e a cera, de forma sustentável (Souto & Brose, 2022). Tornou-se uma atividade estratégica para o desenvolvimento socioeconômico do Piauí, maior produtor de mel do Nordeste e o segundo maior do Brasil (IBGE, 2024). Apesar do potencial, o setor enfrenta entraves como o pouco aproveitamento de recursos naturais. O estudo propõe a produção de um atrativo natural para abelhas Apis Mellifera Ligustica, visando estimular o empreendedorismo apícola.
Problema de Pesquisa e Objetivo
O problema que orienta esta pesquisa refere-se à baixa profissionalização e ao limitado uso de recursos naturais na apicultura piauiense, a partir da seguinte questão: como utilizar os recursos naturais para o incentivo do empreendedorismo apícola? Nesse contexto, busca-se realizar a produção de um atrativo natural para abelhas Apis Mellifera Ligustica, de baixo custo e fácil acesso, e contribuir estimulando o empreendedorismo apícola regional, promovendo maior eficiência produtiva e sustentabilidade no setor.
Fundamentação Teórica
Schumpeter (1934) destaca a inovação como motor do desenvolvimento econômico, impulsionada por novos produtos e métodos. Na apicultura, práticas de manejo inovadoras, como atrativos naturais em substituição aos sintéticos, ampliam produtividade e competitividade. A Teoria da Difusão da Inovação (Rogers, 1962) explica a adoção gradual dessas práticas pelos apicultores, fortalecendo o empreendedorismo e promovendo sustentabilidade no setor.
Metodologia
O estudo realizou levantamento da flora apícola local, identificando recursos acessíveis como própolis e erva-cidreira. Foram utilizados como materiais folhas de erva-cidreira, álcool de cereais e extrato de própolis. Em uma garrafa PET de 2L adicionaram-se 80 g de folhas de erva-cidreira, 300 g de raspas de própolis e 1 L de álcool de cereais. O recipiente foi vedado, envolvido em papel alumínio para evitar contato com a luz e mantido em maceração por 45 a 60 dias, com agitação diária. Após o período, obteve-se o atrativo natural destinado à Apis mellifera ligustica.
Análise e Discussão dos Resultados
Após 60 dias, o atrativo foi testado em caixas Langstroth, indicando maior presença de abelhas nas caixas tratadas, com taxa de sucesso de 80%, com captura em 8 de 10 caixas. Esses achados, ainda preliminares, sugerem eficácia no estímulo ao povoamento e melhor aproveitamento dos recursos naturais. Estudos ampliados, com grupo controle, serão necessários para validação. O desempenho dialoga com Schumpeter (1934) e Rogers (1962) ao demonstrar inovação no manejo e ainda relaciona-se aos ODS 2, 8, 12 e 15, por estimular a sustentabilidade, empreendedorismo e conservação.
Considerações Finais
O estudo evidencia que o aproveitamento sustentável de recursos naturais locais pode gerar soluções inovadoras para a apicultura, reduzindo custos e elevando a produtividade, além de ampliar o potencial competitivo dos apicultores. O atrativo desenvolvido alcançou 80% de eficiência, revelando viabilidade para estimular o empreendedorismo e práticas alinhadas aos ODS 2, 8, 12 e 15. Assim, contribui para o fortalecimento do setor, a conservação da biodiversidade e a valorização da apicultura no Piauí. Contudo, trata-se de resultado preliminar, devendo ser confirmado em experimentos ampliados.
Referências
IBGE. Produção agropecuária: mel de abelha. 2024. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/explica/producao-agropecuaria/mel-de-abelha/br. Acesso em: 25 set. 2025. ROGERS, E. M. Diffusion of innovations. New York: Free Press, 1962. SCHUMPETER, J. A. The theory of economic development. Cambridge: Harvard Univ. Press, 1934. SOUTO, A. J. P.; BROSE, M. E. Comportamentos do empreendedorismo rural apícola. Rev. Livre de Sustentabilidade e Empreendedorismo, v. 7, n. 5, p. 132-172, 2022. Disponível em: https://www.relise.eco.br/index.php/relise/article/view/633. Acesso em: 9 set. 2025.