Introdução
A compreensão de como se desenha sociocultural e temporal é essencial para a análise das disparidades sociais, uma vez que evidencia como as distinções entre homens e mulheres emergem de convenções e estruturas culturais específicas, distanciando-se de qualquer fundamentação biológica determinista e no âmbito do mercado laboral brasileiro, essa dinâmica assume particular relevância para explicar “Como as construções históricas e sociais do gênero contribuem para a desvalorização do trabalho feminino e a limitada ascensão de mulheres a cargos de liderança no mercado de trabalho brasileiro?”
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Problema de Pesquisa e Objetivo
Como as construções históricas e sociais do gênero contribuem para a desvalorização do trabalho feminino e a limitada ascensão de mulheres a cargos de liderança no mercado de trabalho brasileiro, este intuito, o estudo objetiva analisar a evolução da participação feminina no mercado de trabalho brasileiro, observando se mesmo com todas as políticas públicas e movimentos sociais, houve melhoria nas condições que levariam a equidade entre os gêneros.
Fundamentação Teórica
A participação feminina no mercado de trabalho, especialmente em funções de liderança e tomada de decisão, é atravessada por obstáculos estruturais que não se justificam pela qualificação técnica ou acadêmica das profissionais envolvidas.(Leone, 2019; Passos; Guedes, 2018; Tenoury; Madalozzo; Martins, 2021)
Metodologia
A abordagem qualitativa foi selecionada para este estudo, já que analisar as construções históricas e sociais do gênero se apresenta como um fenômeno, essa escolha permite investigação de perspectivas multifacetadas, analisando como constructos sociais e políticos — especialmente políticas públicas formais — pode perpetuar a inequidade de gênero ou gerar um rompimento com os componentes que legitimam esse comportamento que afeta diretamente economia e meio empresarial, afetados diretamente pela força de trabalho. (Schmidt, 2003; Zanatta, 2012; Creswell, 2014)
Análise e Discussão dos Resultados
O período entre 2014 e 2024 foi marcado por diversas políticas públicas e programas federais no Brasil, com o objetivo de promover a igualdade de oportunidades no mercado de trabalho entre homens e mulheres. Um dos avanços mais significativos é a Lei nº 14.611, de 3 de julho de 2023, que estabelece a obrigatoriedade da igualdade salarial e de critérios remuneratórios para funções de igual valor entre homens e mulheres.
Considerações Finais
As análises realizadas ao longo deste estudo evidenciam que as construções históricas e sociais associadas ao gênero desempenham um papel estruturante na desvalorização do trabalho feminino e na restrita presença de mulheres em cargos de liderança no mercado de trabalho brasileiro. Tais dinâmicas respondem diretamente à problemática proposta, revelando que os desafios enfrentados pelas mulheres são multifacetados e persistentes.
Referências
AGÊNCIA GOV. "Não existe nenhuma lógica as mulheres ganharem menos que os homens", afirma Luiz Marinho. Agência Gov, 2025. Disponível em: https://encurtador.com.br/UvRzg Acesso em: 15 jul. 2025.
BARREIRA, Júlia. Mulheres em Cargos de Liderança no Esporte: Rompendo o Teto de Vidro ou Percorrendo o Labirinto? Movimento, Porto Alegre, v. 27, 30 dez. 2021.
BASTOS, Manoel et al. MULHERES QUEEN BEE NA POLÍTICA BRASILEIRA?: Uma investigação sobre a adequação à cultura masculinizada e perpetuação da hierarquia de gênero. SemeAd, 2024.