Resumo

Título do Artigo

TRANSPORTE E JUSTIÇA CLIMÁTICA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA
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Tema

Políticas Públicas para a Sustentabilidade

Autores

Nome
1 - José Hugo de Souza Goulart
Escola de Administração da UFBA - NPGA Responsável pela submissão
2 - José Célio Silveira Andrade
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA - Universidade Federal da Bahia - UFBA

Reumo

Introdução
O setor de transporte, um dos maiores emissores de gases de efeito estufa, é central nas estratégias de mitigação climática. Iniciativas como a eletrificação veicular e a micromobilidade são promovidas como soluções sustentáveis. No entanto, essas medidas podem aprofundar desigualdades ao ignorar realidades sociais diversas. Como alertam Stehlin e Payne (2023), políticas sustentáveis desvinculadas da justiça climática tendem a excluir os mais vulneráveis e perpetuar injustiças.
Problema de Pesquisa e Objetivo
Como as pesquisas sobre transporte abordam a justiça climática e que desafios, ações e caminhos indicam para uma transição mais justa? O objetivo é mapear, por meio de revisão integrativa, como a justiça climática é considerada no setor de transporte e identificar lacunas e contribuições para políticas públicas inclusivas.
Fundamentação Teórica
A justiça climática articula os impactos ambientais com desigualdades sociais, propondo transições sustentáveis que não excluam populações vulneráveis. No transporte, isso implica integrar equidade às ações de mitigação. Segundo Stehlin e Payne (2023), soluções como veículos elétricos podem reforçar injustiças estruturais se desconsiderarem contextos sociais, exigindo políticas sensíveis às desigualdades territoriais, econômicas e políticas que moldam o acesso ao transporte.
Metodologia
Foi realizada uma Revisão Integrativa da Literatura, analisando 57 artigos das bases Scopus e ScienceDirect. Os dados foram categorizados por objetivos, ações, desafios, contexto geográfico e lacunas, organizando criticamente as abordagens identificadas.
Análise e Discussão dos Resultados
Os estudos analisados demonstram crescimento do interesse por justiça climática no transporte, com destaque para desigualdades no acesso à mobilidade sustentável. As políticas frequentemente beneficiam grupos privilegiados, como indicam Rice et al. (2020), ao reforçar padrões desiguais de participação política e acesso. A eletrificação e o planejamento urbano, se não forem inclusivos, podem acentuar exclusões socioespaciais, especialmente em países em desenvolvimento.
Considerações Finais
Apesar de avanços no transporte sustentável, persistem exclusões socioespaciais. Políticas públicas carecem de diretrizes equitativas e interseccionais. Ações precisam ser integradas e sensíveis às desigualdades. Estudos futuros devem analisar impactos de políticas emergentes, como o MOVER, na promoção da justiça climática.
Referências
RICE, Jennifer L. et al. Contradictions of the climate?friendly city: new perspectives on eco?gentrification and housing justice. International journal of urban and regional research, v. 44, n. 1, p. 145-165, 2020. STEHLIN, John; PAYNE, Will. Disposable infrastructures:‘Micromobility’platforms and the political economy of transport disruption in Austin, Texas. Urban Studies, v. 60, n. 2, p. 274-291, 2023.