Introdução
O crescente investimento em empresas sustentáveis, as pautas de discussões nos Fóruns Mundiais, os compromissos públicos assumidos pelas Nações e a chegada da geração millennials às lideranças vem demandando um novo modelo econômico, de valor compartilhado, uma nova forma de gestão, uma nova liderança. As organizações precisam buscar o equilíbrio entre as prioridades financeiras (lucro) e os aspectos ambientais, sociais e de governança. A proposição deste artigo é analisar as novas habilidades de liderança para a atuação na complexidade organizacional contemporânea.
Contexto Investigado
A interrelação das crises ambientais e sociais por meio do nexo clima, biodiversidade - poluição - saúde - água - alimentos, está colocando em risco muitos modelos de negócios, trazendo consciência de que nem nós e nem nossos processos produtivos existimos em um vácuo. O crescente investimento em empresas sustentáveis, as pautas de discussões nos Fóruns Mundiais, os compromissos públicos assumidos pelas Nações corroboram com esta teoria e vem demandando um novo modelo econômico, de valor compartilhado.
Diagnóstico da Situação-Problema
Propomos aqui uma reflexão sobre a necessidade de um novo modelo, uma nova forma de liderar, com valores capazes de gerir as grandes complexidades atuais. Quais as habilidades importantes para liderar frente às mudanças e desafios das organizações contemporâneas ?
Intervenção Proposta
Compreende-se que no século XXI estamos cientes da importância dessa interconexão e algumas organizações já usufruem de resultados nesse caminho (SISODIA, 2020). Entretanto, o desafio está em conservar esse estado de homeostase, de equilíbrio, essa troca contínua entre as partes do sistema. Um olhar para a estrutura organizacional e integração das partes desse sistema é necessário. Na nova economia, as organizações precisam buscar o equilíbrio entre as prioridades financeiras (lucro) e os aspectos ambientais, sociais e de governança.
Resultados Obtidos
Questões que surgem para futuras discussões: como balancear valores peculiarmente femininos, íntegros, sustentáveis, em uma cultura por resultados, fortemente agressiva e competitiva? Como desenvolver uma cultura organizacional que possibilite a propagação de uma liderança consciente? Como lidar com o poder equilibrando o alcance de resultados a partir de uma liderança empática, com escuta ativa, flexível, diversa!
Contribuição Tecnológica-Social
Algumas iniciativas podem nos aproximar do modelo ideal e mais aderente ao contexto atual como o desenvolvimento de políticas públicas que incluam a diversidade, equidade, integridade e equanimidade nas relações organizacionais. O respeito à vulnerabilidade por intermédio de uma comunicação consciente, responsável e respeitosa, em que há escuta ativa, presença e conexão.