Introdução
A discussão acerca da sustentabilidade na educação tem adquirido centralidade no campo acadêmico, político e social, especialmente em função da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), que estabelece os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). No âmbito do ensino superior, as universidades enfrentam o desafio de integrar práticas pedagógicas e políticas institucionais que considerem, de forma holística, as dimensões ambientais, sociais, econômicas e culturais da sustentabilidade (Lozano, 2015; Filho et al., 2019).
Problema de Pesquisa e Objetivo
Este artigo busca analisar, de forma crítica, as interfaces entre educação para a sustentabilidade, internacionalização do ensino superior e inovação curricular, com foco no papel da Agenda 2030 e dos PRME. Para tanto, desenvolve-se uma revisão integrativa de literatura e a análise de documentos institucionais, a fim de identificar desafios e possibilidades para a consolidação de práticas pedagógicas transformadoras.
Fundamentação Teórica
A educação para a sustentabilidade transcende a dimensão estritamente ambiental, abrangendo aspectos sociais, econômicos, culturais e éticos. Trata-se de uma proposta formativa que busca articular conhecimento científico, saberes tradicionais e valores humanistas em prol da construção de sociedades mais resilientes e justas. Por isto foi vista sob a ótica documental que incluiu (2.1) Educação para a Sustentabilidade e Agenda 2030, (2.2) Currículo, Formação Docente e Discente, (2.3) Internacionalização e PRME e (2.4) Metodologias Educacionais e Aprendizagem Organizacionais.
Metodologia
Este estudo caracteriza-se como uma revisão integrativa de literatura, complementada pela análise documental de políticas institucionais e relatórios internacionais publicados entre 2000 e 2025. Foram consultadas bases de dados como Scopus, Web of Science, SciELO e ERIC, com os descritores “educação para a sustentabilidade”, “internacionalização”, “inovação curricular” e “PRME”.
Análise e Discussão dos Resultados
A análise da literatura e dos documentos institucionais evidencia que a integração entre educação para a sustentabilidade, internacionalização e inovação curricular é um processo multifacetado, que exige transformações estruturais e culturais nas instituições de ensino superior, tanto as questões de (4.1) Integração da Sustentabilidade nos Currículos, (4.2) Formação Docente e Discente, (4.3) Internacionalização e Dimensão Global da Sustentabilidade e (4.4) Metodologias Educacionais e Aprendizagem Organizacional.
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Considerações Finais
A análise desenvolvida neste estudo permite afirmar que a integração entre educação para a sustentabilidade, internacionalização e inovação curricular representa não apenas um desafio, mas uma oportunidade estratégica para as instituições de ensino superior. Conclui-se que o caminho para uma educação comprometida com a sustentabilidade exige articulação entre teoria e prática, local e global, individual e coletivo, tornando assim as universidades, não apenas espaços de transmissão de conhecimento, mas verdadeiros laboratórios sociais, capazes de contribuir a construção de uma sociedade melhor.
Referências
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FILHO,