Resumo

Título do Artigo

O impacto das tecnologias digitais na reconfiguração das relações de trabalho
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Tema

Tecnologias de Transformação Digital e Sustentabilidade

Autores

Nome
1 - João Victor Alves
Universidade Federal de Sergipe - Administração Responsável pela submissão

Reumo

Introdução
As tecnologias digitais têm transformado as relações de trabalho, alterando estruturas, vínculos e subjetividades. Plataformização, inteligência artificial e automação criam novos modos de controle e demandam requalificação, mas também ampliam precarização e desigualdades. Este ensaio analisa essas tensões baseado na composição de um quadro teórico sobre o tema e propõe uma reflexão crítica sobre os sentidos atribuídos à digitalização no mundo do trabalho.
Fundamentação e Discussão
A literatura revela três eixos centrais: plataformização e controle algorítmico; IA e automação; e impactos subjetivos e institucionais. Estudos apontam contradições entre discursos de flexibilidade e realidades de precarização, bem como conflitos entre cooperação homem-máquina e intensificação da vigilância. Persistem lacunas, como análises longitudinais e foco em gênero, raça e Sul Global. A reflexão crítica sugere que os efeitos da tecnologia dependem de contextos institucionais e escolhas políticas.
Conclusão
As tecnologias digitais reconfiguram profundamente o trabalho, mas seus efeitos não são neutros: podem gerar inclusão ou reforçar desigualdades. O futuro depende de políticas, regulação e práticas institucionais que conciliem inovação com justiça social e dignidade do trabalho. É preciso superar leituras deterministas e fomentar um diálogo crítico que situe a digitalização nas disputas por poder e sustentabilidade das relações de trabalho.
Referências
O artigo utiliza uma base diversa de referências para sustentar a análise. Sobre plataformização e controle algorítmico, destacam-se Abílio et al. (2021), Amorim et al. (2022) e Fioravanti et al. (2024). No debate sobre inteligência artificial e automação, são centrais os trabalhos de Acemoglu & Restrepo (2019) e Brynjolfsson et al. (2019). Quanto aos efeitos subjetivos e institucionais, ganham relevo Tarafdar et al. (2021), Cho et al. (2024) e Ten Berge & Dekker (2024). Em comum, essas referências evidenciam impactos não neutros da digitalização.