Resumo

Título do Artigo

GOVERNANÇA FLORESTAL: O ESTADO DA LITERATURA E DIREÇÕES FUTURAS
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Tema

Estudos da Amazônia

Autores

Nome
1 - Kamila Diniz Correia de Araujo
Fundação Universidade Federal de Rondônia - UNIR - DACA/Gm Responsável pela submissão
2 - Fernando Rejani Miyazaki
Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA/USP) - Universidade Federal de Rondônia (UNIR)
3 - Christian Gomes-e-Souza Munaier
Tecnologico de Monterrey - Campus Querétaro
4 - Maurício Silva de Souza
Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro - UTAD - Centro de Estudos Transdisciplinares para o Desenvolvimento
5 - João Elói de Melo
Fundação Universidade Federal de Rondônia - UNIR - Departamento Acadêmico de Ciências da Administração

Reumo

Introdução
O conceito de governança tornou-se multifacetado, ora como um avanço institucional, ora como termo ambíguo ou categoria polissêmica (Pierre & Peters, 2000). Essa variedade de fenômenos permitiu refletir a gestão pública, destacando redes de formulação de políticas (policy networks), a centralidade da eficiência administrativa, a expansão das parcerias público-privadas e as reformas do Estado. Nesse contexto, a governança florestal desponta como eixo estratégico, fundamentada em princípios de responsabilidade, inclusão e transparência, limitada pela complexidade dos contextos.
Problema de Pesquisa e Objetivo
Com base nas evoluções de temas e abordagens nos últimos anos, este trabalho busca mapear e analisar a produção científica sobre governança florestal no período de 2005 a 2024, identificando tendências temáticas, redes de colaboração, periódicos-núcleo e a evolução conceitual vinculada a indicadores de sustentabilidade — como legalidade, transparência, participação, accountability, capacidade institucional, certificação e concessões florestais.
Fundamentação Teórica
Governança florestal é o conjunto de arranjos de autoridade, regras, atores e processos que definem quem decide, como decide e com quais instrumentos o uso e a conservação das florestas — e como isso é implementado e monitorado ao longo de múltiplas escalas (local, nacional, transnacional). Diferencia-se do manejo, que organiza práticas na unidade de gestão; governança organiza regras, incentivos e controles que condicionam essas práticas (Van Laerhoven, 2010).
Metodologia
Para alcançar os objetivos estabelecidos, este estudo se caracterizou como uma revisão de literatura. A revisão de literatura é uma varredura em cima de uma base existente, para levantar e consolidar a bibliografia de um determinado campo do conhecimento e alinhar com os objetivos do estudo (Rowe, 2014). O conjunto de artigos foi levantado por meio da plataforma Scopus, com a análise de palavras-chaves, resumos e, quando necessário, a íntegra dos textos para averiguar a aderência aos objetivos propostos e com os demais textos obtidos.
Análise e Discussão dos Resultados
Os três artigos mais citados da amostra convergiram ao destacar que a efetividade das políticas de conservação florestal e de uso sustentável da terra depende de arranjos institucionais robustos, mecanismos de monitoramento confiáveis e compreensão das dinâmicas espaciais e temporais. Seja pela presença em um artigo altamente citado, seja pela publicação de múltiplos trabalhos referentes à temática, os coautores R. D. Garrett e E. F. Lambin (ambos da Boston University) aparentam ser dois dos pontos centrais do campo.
Considerações Finais
Ao mapear o total de publicações sobre governança florestal e levantar os autores mais citados, é possível obter alguns indicativos sobre quais são os temas atualmente em alta, o que pode ajudar a delimitar as atuais fronteiras deste campo do conhecimento e embasar o estabelecimento de estudos futuros. Desse modo, a governança florestal requer articulação constante entre inovação institucional, justiça socioambiental e evidência empírica.
Referências
Pierre, J., & Peters, B. G. (2000). Governance, politics and the state. Macmillan. Rowe, F. (2014). What literature review is not: diversity, boundaries and recommendations. European Journal of Information Systems, 23(3), 241-255. DOI 10.1057/ejis.2014.7 Van Laerhoven, F. (2010). Governing community forests and the challenge of solving two- level collective action dilemmas—A large-N perspective. Global Environmental Change, 20(3), 539-546.