Resumo

Título do Artigo

TRANSIÇÃO AGROECOLÓGICA E GESTÃO DE DEPENDÊNCIAS: ANÁLISE DOCUMENTAL DE MODELOS ORGANIZACIONAIS COM A TEORIA DA DEPENDÊNCIA DE RECURSOS
Abrir Arquivo

Tema

Gestão Ambiental

Autores

Nome
1 - Kathia Morgana Souza Cardoso
Universidade Federal de Uberlândia - Universidade Federal de Uberlândia / FAGEN/PPGAdm Responsável pela submissão
2 - Cintia Rodrigues de Oliveira
Universidade Federal de Uberlandia - FACULDADE DE GESTÃO E NEGÓCIOS
3 - Jussara Goulart da Silva
- UFU - Universidade Federal de Uberlândia

Reumo

Introdução
A agroecologia tem se consolidado como alternativa crítica ao modelo convencional de agricultura, propondo sistemas sustentáveis baseados na valorização de saberes locais, biodiversidade e justiça social. Diante das limitações da dependência de insumos externos, surgem organizações que buscam modelos produtivos mais autônomos. Este artigo propõe uma análise da transição agroecológica com base na Teoria da Dependência de Recursos, refletindo sobre a gestão de interdependências em contextos regionais.
Problema de Pesquisa e Objetivo
O problema que orienta esta pesquisa é como os modelos organizacionais e agroecológicas equilibram sustentabilidade para superar dependências de recursos em contextos regionais? O objetivo geral é analisar os modelos organizacionais em transições agroecológicas com base na Teoria da Dependência de Recursos (TDR). E como objetivo específico, identificar se as organizações agroecológicas, a partir da TDR, minimizam dependências externas enquanto fortalecem a sustentabilidade.
Fundamentação Teórica
A fundamentação articula a Teoria da Dependência de Recursos, que analisa como organizações gerenciam recursos críticos em ambientes externos, com os princípios da agroecologia, que propõem autonomia produtiva e valorização de saberes locais. A TDR oferece subsídios para entender como organizações agroecológicas reduzem vulnerabilidades, enquanto a agroecologia atribuir um novo significado a dependências por meio de redes locais, políticas públicas e estratégias de sustentabilidade em pequena escala.
Metodologia
Este estudo adotou abordagem qualitativa com pesquisa documental, analisando documentos oficiais, relatórios institucionais e publicações acadêmicas relacionadas a organizações agroflorestais. Foram selecionados documentos do governo, órgãos ambientais e associações agroecológicas para examinar a contribuição dos sistemas agroflorestais ao desenvolvimento regional sustentável, integrando as dimensões ambiental, social e econômica da sustentabilidade.A seleção dos documentos foi realizada entre os meses de março e julho de 2025.
Análise e Discussão dos Resultados
A análise documental revelou que os sistemas agroflorestais fortalecem a sustentabilidade regional ao promover a conservação ambiental, inclusão social e geração de renda nas propriedades rurais. A legislação vigente e os documentos institucionais ressaltam o papel dos SAFs na mitigação das mudanças climáticas, conservação da biodiversidade e na melhoria das condições socioeconômicas das comunidades rurais, consolidando-os como estratégia de desenvolvimento sustentável.
Considerações Finais
Os resultados indicam que as organizações agroflorestais contribuem significativamente para o desenvolvimento regional sustentável ao integrar as dimensões ambiental, social e econômica. A pesquisa reforça a importância dos sistemas agroflorestais como práticas que promovem inclusão socioambiental e sustentabilidade. Recomenda-se ampliar pesquisas empíricas para avaliar impactos diretos dessas práticas nas regiões rurais brasileiras.
Referências
SÁNCHEZ; ROTUNDO. Teoría de Dependencia de Recursos. Enero-marzo, 2018. DOI: http://dx.doi.org/10.22206/cys.2018.v43i1.pp75-92. ALTIERI. Agroecologia, agri. c. e soberania alim. Revista Nera. 2010. DOI: 10.47946/rnera.v0i16.1362. SENAR. Sistemas Agroflorestais, 2017. IBGE,2017. Análise geográfica dos resultados preliminares do Censo Agropecuário. Lei nº 12.187/2009, Política Nacional sobre Mudança do Clima. Lei nº 12.651/2012, Código Florestal. Outras referências institucionais e documentos oficiais foram utilizados para embasar a análise.