Resumo

Título do Artigo

GESTÃO DE RISCOS NA DÍADE FORNECEDOR–EMPRESA: ESTRATÉGIAS DE MITIGAÇÃO NA CADEIA DE SUPRIMENTOS SUSTENTÁVEL
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Tema

Estratégia para a Sustentabilidade

Autores

Nome
1 - Thiago Alves de Souza
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas - IFSULDEMINAS - Campus Pouso Alegre
2 - Camila Colombo de Moraes
Fundação Getulio Vargas - FGV/EAESP - ESCOLA DE ADMINISTRAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO (EAESP) Responsável pela submissão

Reumo

Introdução
As cadeias de suprimentos contemporâneas estão cada vez mais expostas a riscos associados à sustentabilidade, o que exige das empresas mecanismos de controle e mitigação capazes de assegurar a continuidade dos negócios. A díade fornecedor–empresa representa o elo inicial da cadeia e constitui uma das principais fontes de vulnerabilidade, pois concentra riscos ambientais, sociais, econômicos e regulatórios que podem se propagar por toda a rede de suprimentos.
Problema de Pesquisa e Objetivo
Com esse contexto, o objetivo deste artigo consiste em analisar os principais riscos associados à díade fornecedor–empresa e discutir estratégias de mitigação que possam contribuir para cadeias de suprimentos mais resilientes e sustentáveis.
Fundamentação Teórica
Gestão Sustentável da Cadeia de Suprimentos (GSCS) envolve a integração das dimensões ambiental, social e econômica (Carter; Rogers, 2008). A literatura reconhece que fornecedores são atores críticos nesse processo, pois suas práticas podem reforçar ou comprometer a sustentabilidade da empresa compradora.
Metodologia
O presente estudo deriva de uma pesquisa empírica realizada em uma indústria de bebidas, utilizando o método de estudo de caso único combinado à técnica do incidente crítico.
Análise e Discussão dos Resultados
Ambientais: descarte inadequado de resíduos sólidos, uso de embalagens não recicláveis, emissões acima dos limites legais. - Sociais: descumprimento de normas de saúde e segurança, acidentes de trabalho e denúncias de más condições laborais em fornecedores terceirizados. - Regulatórios: não conformidade com legislação sanitária e ambiental, falhas em auditorias externas. - Reputacionais: risco de associação da marca a práticas antiéticas ou ambientalmente inadequadas de fornecedores.
Considerações Finais
O estudo evidencia que a gestão de riscos na relação fornecedor–empresa deve ser tratada de forma proativa, colaborativa e integrada, alinhando objetivos de curto prazo à sustentabilidade de longo prazo. Para pesquisadores, abre-se espaço para estudos comparativos em diferentes setores e países, incorporando tecnologias emergentes como inteligência artificial e modelagem de redes complexas. Para gestores, a contribuição prática está no conjunto de estratégias que podem ser aplicadas ou adaptadas a realidades específicas.
Referências
ABBASI, M.; NILSSON, F. Themes and challenges in making supply chains environmentally sustainable. Supply Chain Management: An International Journal, v. 17, n. 5, p. 517–530, 2012. BUSSE, C.; KACH, A.; BODE, C. Sustainability and risk management in supply chains: A structured literature review. International Journal of Production Economics, v. 171, p. 455–470, 2016.