Introdução
Os Karitiana são um povo que tem como língua materna a língua Karitiana e, de acordo com a antropóloga Araújo (2022), pertencem à família linguística Tupi-Arikém. Segundo dados coletados por Rocha (2017), em 2017 a população Karitiana era de 396 pessoas, distribuídas em sete aldeias, sendo cinco na Terra Indígena Karitiana e outras duas em áreas reivindicadas junto à Fundação Nacional do Índio (Funai), localizadas nos municípios de Porto Velho e Candeias do Jamari, no estado de Rondônia (ARAÚJO, 2022).
Problema de Pesquisa e Objetivo
Diante do exposto, o objetivo geral deste artigo é discutir o papel social das mulheres Karitiana na manutenção e preservação dos saberes etnobotânicos, considerando o potencial do turismo de experiência como ferramenta de valorização cultural e ambiental.
Fundamentação Teórica
Gomes e de Almeida (2019) destacam que a língua Karitiana é a única remanescente de sua família linguística e que as linguagens corporais das mulheres indígenas representam manifestações culturais complexas, conectando o mundo visível ao invisível e integrando comunicação, expressão e produção material e imaterial de seus povos.
Metodologia
O presente estudo possui um caráter qualitativo, que, segundo Richardson (1999), busca descrever a complexidade de um problema, compreendendo e classificando situações vivenciadas por diferentes grupos sociais. Quanto à classificação da pesquisa, trata-se de um estudo exploratório e explicativo, com o propósito de proporcionar maior familiaridade com o problema investigado e torná-lo mais explícito.
Análise e Discussão dos Resultados
No contexto histórico de Rondônia, Nunes da Silva e Nenevé (2015) apontam que os povos indígenas sofreram desumanização e violência durante o processo de colonização, enfrentando conflitos interétnicos, guerras regionais e programas desenvolvimentistas que estimularam a exploração física e psicológica. Esses autores destacam que o domínio colonial implicou na negação cultural, por meio da usurpação de costumes, língua e modos de vida, além da implantação de políticas de terror e desmoralização que desvalorizavam a humanidade dos povos colonizados e os obrigavam a se submeter à administração do
Considerações Finais
O presente trabalho se baseou em pesquisa bibliográfica e análise documental, o que limitou o acesso direto às práticas e percepções vividas pelas mulheres Karitiana. Além disso, a escassez de estudos específicos sobre o protagonismo feminino no contexto etnobotânico restringe a profundidade da análise e a generalização dos resultados.
Referências
ALMEIDA, Edslei Rodrigues de. Educação, etnobotânica e plantas medicinais: um estudo de caso no curso técnico em Agroecologia (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, Campus Cacoal, Rondônia, Brasil). 2018. 152 f. Tese (Doutorado em Educação em Ciências e Matemática) - Universidade Federal de Mato Grosso, Instituto de Ciências Exatas e da Terra, Cuiabá, 2018.
ARAÚJO, Í. M. Os Karitiana e a Covid-19. Mundo Amazónico, v. 11, n. 2, p. 201-210, 2020. Disponível em: http://dx.doi.org/10.15446/ma.v11n2.88533. Acesso em: 10 set. 2025.