Resumo

Título do Artigo

Práticas extensionistas em educação financeira: impactos na resiliência financeira e na formação profissional para a sustentabilidade social
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Tema

Educação e Sustentabilidade

Autores

Nome
1 - Gabrielle Meurer
UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul - Ciências Contábeis Responsável pela submissão
2 - WENDY BEATRIZ WITT HADDAD CARRARO
Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS - Faculdade de Ciências Econômicas

Reumo

Introdução
A Educação Financeira (EF) e as Finanças Pessoais (FP) ganham relevância diante das incertezas econômicas, promovendo bem-estar, inclusão e cidadania ativa. A extensão universitária surge como espaço estratégico ao unir teoria e prática, permitindo que estudantes desenvolvam competências e comunidades adquiram ferramentas de gestão financeira. Pesquisas mostram que a EF fortalece a resiliência em crises, como a pandemia de COVID-19, e contribui para mudanças de comportamento e formação de educadores, consolidando-se como estratégia de transformação social e cidadania financeira.
Problema de Pesquisa e Objetivo
O problema de pesquisa identificado é a ausência de uma cultura de controle de receitas e despesas no Brasil, que contribui para o endividamento e fragilidade econômica. Nesse contexto, questiona-se quais são as contribuições das práticas extensionistas em Educação Financeira para a mudança de comportamento, a resiliência em crises e a formação de educadores. O objetivo do artigo é analisar produções científicas derivadas dessas práticas, evidenciando seus impactos na transformação social e no fortalecimento da cidadania financeira.
Fundamentação Teórica
A educação financeira (EF) é essencial para o bem-estar econômico, inclusão social e cidadania, fortalecendo estabilidade e sustentabilidade. A extensão universitária conecta academia e comunidade, promovendo engajamento, responsabilidade social e autonomia econômica. Em crises, como a pandemia, a EF mostrou-se vital para planejamento e resiliência. A formação de educadores, apoiada em metodologias ativas e tecnologias digitais, amplia o alcance da EF e gera efeito multiplicador, consolidando-a como ferramenta de transformação social e sustentabilidade.
Metodologia
A pesquisa, de caráter qualitativo, exploratório e descritivo, analisou 12 artigos produzidos entre 2020 e 2025 no Programa de Extensão “Educação Financeira para Todos e para Toda Vida” da UFRGS. Vinculados ao projeto “Educação Financeira em tempos de Covid-19”, os trabalhos foram publicados em congressos e periódicos. Utilizando análise documental, foram categorizados em três eixos: mudança de comportamento financeiro, resiliência em contextos de crise e formação de educadores, evidenciando contribuições científicas e sociais das práticas extensionistas.
Análise e Discussão dos Resultados
As práticas extensionistas em Educação Financeira impactaram três eixos: mudança de comportamento, resiliência em crises e formação de educadores. Estudantes e comunidades passaram a adotar controle de despesas e planejamento, fortalecendo a cidadania financeira. Em crises, como a pandemia e a enchente de 2024, a EF mostrou-se essencial para reorganizar orçamentos e recuperar rendas, potencializada por metodologias digitais. Na formação docente, ampliou a confiança e o uso de práticas inovadoras, como cinema e metodologias ativas, gerando efeito multiplicador.
Considerações Finais
O estudo analisou 12 artigos (2020-2025) do Programa “Educação Financeira para Todos e para Toda Vida”, evidenciando contribuições em três eixos: mudança de comportamento, resiliência em crises e formação de educadores. A EF mostrou-se essencial para autonomia financeira, enfrentamento de emergências e preparo de futuros multiplicadores. Os achados reforçam a extensão universitária como ponte entre academia e sociedade, mas limitam-se a um único programa, sugerindo novas pesquisas em diferentes contextos e análises de longo prazo.
Referências
As referências reúnem estudos nacionais e internacionais sobre educação financeira, extensão universitária e sustentabilidade social. Destacam o papel da EF na inclusão, cidadania e resiliência em crises (Fornero & Lo Prete, 2023; Terták, 2021), a importância de metodologias inovadoras e digitais no ensino (Mori, 2020; Solis, 2018), e o impacto da extensão no engajamento comunitário e formação de educadores (Oliveira et al., 2024; Goetz et al., 2011). Também abordam desigualdades no conhecimento financeiro (Vieira et al., 2023) e evidências de mudanças de comportamento em diferentes contextos