Resumo

Título do Artigo

DO COMPLEXO AO ACESSÍVEL: UMA PROPOSTA DE IMPLANTAÇÃO PROGRESSIVA DO ESG EM EMPRESAS
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Tema

Governança e Sustentabilidade em Organizações

Autores

Nome
1 - Alexandre de Oliveira e Aguiar
Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) - USP - EACH - USP Responsável pela submissão
2 - Cristina Blanco Padovani
Escola Politécnica da Universidade de São Paulo USP - Engenharia de Produção - Escola Politécnica

Reumo

Introdução
A abordagem ESG (acrônimo de Environmental. Social and Governance) se apresenta como uma alternativa para a implantação de políticas e práticas voltadas à sustentabilidade nas empresas. Há críticas a esta abordagem, tais como ser uma distração em relação à essência dos negócios, ser muito difícil de implantar, não mensurável na prática, ser muito complexa e cara para pequenas e medias empresas. Este ensaio apresenta uma proposta para abrir as portas do ESG para um número maior de organizações, por meio da abordagem setorial e da inversão da lógica da análise de materialidade.
Fundamentação e Discussão
São apresentadas a origem, controvérsias e barreiras à abordagem ESG. Destacam-se modelos e normas existentes, cada um com sua forma de avaliar a materialidade dos temas, de seleção de indicadores recomendados ou obrigatórios e, eventualmente, manuais setoriais específicos. É apresentada uma proposta em que os temas materiais possam ser tratados, inicialmente, por meio da materialidade setorial, dispensando uma análise mais detalhada logo no início. A organização vai progressivamente aprofundando a análise, atingindo níveis mais complexos e maior engajamento de acordo com sua maturidade.
Conclusão
Ampliar a adesão de empresas às práticas que compõem a estrutura ESG pode ser um passo importante, se não essencial, para uma sociedade mais justa e sustentável. A proposta de inversão da lógica da materialidade do funil para o funil invertido, com requisitos setoriais mínimos para empresas principiantes, É uma alternativa pragmática para viabilizar a abordagem para pequenas e médias empresas, e mesmo de grandes empresas resistentes, sem abrir mão ad ambição e dos impactos pretendidos. O diálogo intrasetorial e multisetorial pode facilitar o processo.
Referências
ECCLES, R. G. et al. The Need for Sector-Specific Materiality and Sustainability Reporting Standards. Journal of Applied Corporate Finance, v. 24, n. 2, p. 65–71, 2012. JØRGENSEN, S. et al. Sustainability reporting and approaches to materiality: tensions and potential resolutions. Sustainability Accounting, Management and Policy Journal, v. 13, n. 2, p. 341–361, 2021. POLLMAN, E. The Making and Meaning of ESG. Harvard Business Law Review, p. 403, 2024. PORTER, M. E.; KRAMER, M. R. Creating Shared Value. Harvard Business Review, n. Jan-Feb, p. 1–17, 2011.