Resumo

Título do Artigo

IFRS S1 E S2 NO BRASIL: GRAU DE CONFORMIDADE DAS DIVULGAÇÕES NAS MINERADORAS BRASILEIRAS.
Abrir Arquivo

Tema

Finanças Sustentáveis

Autores

Nome
1 - FELIPE VIANA RIBEIRO
Universidade Federal do Ceará - UFC - FEAAC Responsável pela submissão
2 - Vera Maria Rodrigues Ponte
- Universidade Federal do Ceará

Reumo

Introdução
As mineradoras brasileiras têm papel estratégico no desenvolvimento econômico, mas suscitam preocupações quanto à sustentabilidade e aos impactos ambientais. Apesar de avanços na divulgação de iniciativas socioambientais, persiste uma lacuna entre discurso e prática. Nesse cenário, reforça-se a importância de padrões mais rigorosos, capazes de elevar a qualidade informacional e gerar ganhos econômicos pela transparência. Para isso, o ISSB, vinculado ao IFRS, propôs normas globais de reporte em sustentabilidade.
Problema de Pesquisa e Objetivo
Esta pesquisa busca responder: Qual o grau de aderência das práticas de divulgação utilizadas pelas empresas em relação aos requisitos das normas IFRS S1 e S2 ? Para os objetivos específicos, a pesquisa busca: I. Analisar as práticas de divulgação ambiental atualmente adotadas pelas empresas, verificando seu alinhamento com os requisitos das normas IFRS S1 e S2; II. Avaliar como se têm incorporado as práticas de sustentabilidade em seus relatórios, considerando os critérios estabelecidos nos IFRS S1 e S2; III. Identificar as lacunas para a adequação das práticas de divulgação ambiental da IF
Fundamentação Teórica
O referencial apresenta o IFRS como um conjunto de normas contábeis internacionais criadas para padronizar práticas e aumentar a transparência e a comparabilidade das informações financeiras. Destaca que, no Brasil, sua adoção representou avanços importantes. Aborda ainda a crescente demanda por informações de sustentabilidade e a criação do ISSB, responsável pelos padrões IFRS S1 e S2, que tratam de requisitos gerais e de mudanças climáticas. Esses padrões buscam harmonizar frameworks existentes e integrar relatórios financeiros e de sustentabilidade.
Metodologia
A pesquisa é descritiva, documental e de abordagem mista. Foram analisadas empresas de mineração listadas na B3, restritas ao segmento Novo Mercado, resultando na seleção da CBA e da Vale S.A. As práticas de divulgação foram avaliadas com base nos critérios das IFRS S1 e S2, organizados em quatro dimensões: governança, estratégia, gerenciamento de riscos e métricas e metas. Cada dimensão recebeu peso específico e pontuação (0, 1 ou 2), permitindo calcular o grau de conformidade das empresas e classificá-las em não conformidade, parcial ou plena.
Análise e Discussão dos Resultados
As análises evidenciam que as mineradoras apresentam baixa conformidade em governança, com ausência de estrutura formal para riscos climáticos. Em estratégia, há reconhecimento de oportunidades e metas ambientais, mas sem clara integração ao planejamento financeiro. No gerenciamento de riscos, as empresas adotam padrões internacionais, porém carece de priorização e análises de cenários. Em métricas e metas, divulgam indicadores e compromissos, mas falham na transparência metodológica. O grau geral de conformidade é moderado, exigindo avanços para alinhamento às IFRS S1 e S2.
Considerações Finais
Os resultados indicam que, embora demonstrem avanços na integração da sustentabilidade em sua estratégia e na adoção de métricas ambientais, ainda existem fragilidades relevantes em governança e gestão de riscos, limitando sua conformidade plena com as IFRS S1 e S2. A ausência de estrutura formal para riscos climáticos e de transparência metodológica compromete a credibilidade das divulgações. Assim, reforça-se a necessidade de maior alinhamento normativo, integração estratégica e fortalecimento da governança climática.
Referências
As fontes mais utilizadas concentram-se em três eixos: (i) IFRS e qualidade da informação, com destaque para Byard, Darrough e Suh (2021), Byard, Li e Yu (2010), Eng et al. (2018) e Iatridis (2010); (ii) sustentabilidade e padronização, explorada por Pratama et al. (2024), Ali et al. (2023), Afolabi, Ram e Rimmel (2023) e Nielsen (2023); e (iii) contexto brasileiro e mineração, analisado por Alves et al. (2021), Mancini et al. (2021) e Ribeiro e Souza (2023). Esses autores formam a base teórica central do estudo.