Introdução
No século XXI, a era digital se estabelece como um marco significativo nas empresas, transformando profundamente as maneiras pelas quais elas funcionam, se relacionam com os clientes e administram seus recursos, moldando novos modelos de trabalho e impactando a qualidade de vida no teletrabalho (Andrade, 2020). Nesse cenário, as mudanças acontecem de maneira muito rápida e dinâmica representando grandes desafios para enfrentar pelas empresas e pessoas.
Problema de Pesquisa e Objetivo
Este trabalho teve como problema de pesquisa descrever qual a percepção de qualidade de vida no teletrabalho da Geração Z, em Home Office e teve como objetivos de suporte: Conceituar e descrever a modalidade de teletrabalho, e o trabalho em Home Office; Conceituar e descrever Qualidade de Vida no Trabalho (QVT), e especificidade da Qualidade de Vida no Teletrabalho (QVT-e); Caracterizar a geração Z no contexto do Teletrabalho e do Home Office; Identificar aspectos da percepção de qualidade de vida no teletrabalho
Fundamentação Teórica
O Teletrabalho é uma modalidade laboral que tem ganhado relevância crescente no contexto organizacional, impulsionada pelo avanço das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), pela busca por maior flexibilidade nas relações de trabalho e pelas transformações na gestão pública e privada. Segundo Nilles (1997), pioneiro nos estudos sobre o tema, o Teletrabalho consiste em “levar o trabalho aos trabalhadores, em vez de levar estes ao trabalho; atividade periódica fora do escritório central, um ou mais dias por semana, seja em casa ou em um centro de teleserviço” (NILLES, 1997).
Metodologia
Esta pesquisa tem uma abordagem qualitativa e bibliográfica na medida em que se pretendeu identificar e interpretar a percepção de Geração Z sobre qualidade de vida em Teletrabalho, na condição de Home Office. Nesta pesquisa exploratória foi levantado o referencial bibliográfico, com o qual se fundamentou as principais variáveis do problema, e a partir de dados secundários se buscou identificar, interpretar e analisar a percepção da Geração Z quanto a qualidade de vida no Teletrabalho em Home Office.
Análise e Discussão dos Resultados
A relação entre QVT e bem-estar é evidente nos estudos revisados. Andrade (2020) aponta que o Teletrabalho pode trazer benefícios como aumento da produtividade, melhor equilíbrio entre vida pessoal e profissional, e redução do estresse relacionado ao deslocamento. No entanto, também destaca os riscos associados, como o isolamento social e a dificuldade em desconectar-se do trabalho, que podem impactar negativamente na saúde mental. O perfil da Geração Z traz vantagens e desafios para a QVT-e conforme foi possível apurar neste estudo bibliográfico.
Considerações Finais
O estudo realizado sobre a qualidade de vida no teletrabalho (QVT-e) para a Geração Z revela um cenário complexo, marcado por contradições entre as potencialidades do trabalho remoto, e os desafios específicos enfrentados por essa geração. A análise demonstra que, embora a Geração Z possua características que a tornam teoricamente bem adaptada ao home office - como familiaridade tecnológica, capacidade de multitarefa e preferência por autonomia, esses mesmos atributos podem se converter em fontes de vulnerabilidade quando não acompanhados de estruturas organizacionais adequadas.
Referências
ANDRADE, Laize Lopes Soares de. Desenvolvimento de um instrumento de medida de qualidade de vida no teletrabalho. 2020. 173 f. Dissertação (Mestrado em Gestão Pública) — Universidade de Brasília, Brasília, 2020.
BARROS, Alexandre Moço; SILVA, José Roberto Gomes da. Percepções dos indivíduos sobre as consequências do teletrabalho na configuração home-office: estudo de caso na Shell Brasil. Revista de Administração, Sociedade e Inovação – RASI, v. 9, n. 3, p. 237–258, 2023.