Resumo

Título do Artigo

Políticas Públicas de Promoção Turística e Desenvolvimento Local e Sustentável: Um estudo de caso em Bolama/Bijagós -Guiné-Bissau.
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Tema

Políticas Públicas para a Sustentabilidade

Autores

Nome
1 - AGNELO PINTO
Universidade Federal de Goiás - UFG - FACE Responsável pela submissão
2 - Estela Najberg
-

Reumo

Introdução
O turismo em Bolama-Bijagós, apesar de seu potencial ecológico, cultural e econômico, enfrenta desafios significativos, como ausência de planejamento integrado, fragilidade institucional, infraestrutura limitada e baixa participação comunitária. O problema central é compreender de que forma as políticas públicas podem transformar esse potencial em desenvolvimento sustentável, inclusivo e equitativo. Assim, o objetivo do artigo é avaliar os impactos das políticas de promoção turística na região, considerando dimensões econômicas, sociais e ambientais, e suas repercussões na qualidade de vida.
Problema de Pesquisa e Objetivo
O turismo em Bolama-Bijagós, apesar de seu potencial ecológico e cultural, enfrenta desafios como ausência de planejamento integrado, fragilidade institucional e baixa participação comunitária. O problema central é compreender como as políticas públicas podem transformar esse potencial em desenvolvimento sustentável. Assim, o objetivo do artigo é avaliar o impacto das políticas de promoção turística na região, considerando dimensões econômicas, sociais e ambientais.
Fundamentação Teórica
O turismo é apontado como vetor de desenvolvimento local, capaz de gerar emprego, renda e valorização cultural (OMT, 2016; Andrade, 2002). Contudo, seus benefícios não são automáticos, exigindo planejamento territorial, governança e participação comunitária (Lima, 2006; Buarque, 2002). O ciclo de políticas públicas (Secchi, 2010; Howlett et al., 2013) mostra que fragilidades institucionais, como as da Guiné-Bissau, comprometem a efetividade das ações. Nesse contexto, o turismo sustentável requer inclusão comunitária e modelos participativos de gestão (Sachs, 2002; Moser et al., 2020).
Metodologia
O turismo é apontado como vetor de desenvolvimento local, capaz de gerar emprego, renda e valorização cultural (OMT, 2016; Andrade, 2002). Contudo, seus benefícios não são automáticos, exigindo planejamento territorial, governança e participação comunitária (Lima, 2006; Buarque, 2002). O ciclo de políticas públicas (Secchi, 2010; Howlett et al., 2013) mostra que fragilidades institucionais, como as da Guiné-Bissau, comprometem a efetividade das ações. Nesse contexto, o turismo sustentável requer inclusão comunitária e modelos participativos de gestão (Sachs, 2002; Moser et al., 2020).
Análise e Discussão dos Resultados
Os resultados mostram que o turismo em Bolama-Bijagós gera oportunidades econômicas significativas, mas os benefícios concentram-se em operadores externos, enquanto comunidades locais seguem marginalizadas e com pouca apropriação dos recursos. Culturalmente, houve valorização das tradições, porém com baixa participação comunitária nas decisões. Ambientalmente, os impactos incluem pressão sobre ecossistemas frágeis e ausência de saneamento básico. A designação da UNESCO reforça a urgência de políticas integradas e participativas que conciliem conservação, equidade social e desenvolvimento sust.
Considerações Finais
A inscrição de Bolama-Bijagós como Patrimônio Mundial Natural em 2025 redefine a governança territorial, exigindo políticas integradas que conciliem obrigações internacionais e demandas locais. O estudo revelou que os benefícios econômicos concentram-se em operadores externos, enquanto comunidades locais seguem excluídas. Houve valorização cultural, mas com baixa participação, além de impactos ambientais decorrentes da falta de infraestrutura. Conclui-se que o turismo só será sustentável com políticas públicas participativas, equitativas e ambientalmente responsáveis.
Referências
As principais referências articulam turismo, políticas públicas e sustentabilidade. Destacam-se Andrade (2002), Beni (2003) e Ruschmann (1997) nos fundamentos do planejamento turístico; Sachs (2002), Buarque (2002) e Silva (2001) na discussão do desenvolvimento sustentável e local; Souza (2006) e Secchi (2010) sobre políticas públicas; e Howlett, Ramesh e Perl (2013) na análise do ciclo de políticas. Complementam-se autores recentes como Moser et al. (2020) e Souza, Oliveira e Santos (2023), além de documentos estratégicos da UNESCO (2025), OMT (2003; 2016) e UICN (2010).