Introdução
Ao olhar para a dimensão do ‘S’ do ESG foi evidenciado por Vânia Borgeth em entrevista concedida a Hess e Brandão (2024) abordando uma visão humanizada, que explana que sem o eixo Social não há sustentabilidade. Baseando-se no fato que pessoas possuem peculiaridades e os negócios são construídos por pessoas, as empresas devem dar o suporte e ter a percepção adequada para com os seus colaboradores.
Problema de Pesquisa e Objetivo
O objetivo principal desse trabalho é avaliar de que forma se encontra a evidenciação do Social Disclosure das empresas que compõem o índice GPTW B3. Por se tratar de um tema recente ainda são poucos e incipientes os estudos a respeito do assunto, o que é corroborado por Assunção, Almeida e Porto (2024) que também afirmam sobre a necessidade de mais pesquisas e aprofundamento.
Fundamentação Teórica
Estudos como os de Tessmann (2012), Mapurung, Correia-Lima e Holanda (2014), Refinetti (2021), Reis e Morais (2021) e Ferreira (2023) ajudam a delinear a trajetória do social disclosure no Brasil, levando a um entendimento que o tema carece de maior aprofundamento e ainda se restringe a um grau menor de evidenciação.
Metodologia
Com vista a análise dos aspectos sociais divulgados pelas entidades, o presente estudo visou utilizar como população as empresas participantes do Índice GPTW B3, limitando-se nas organizações que divulgam o Relato Integrado e, em sua falta, o Relatório Anual ou o Relatório de Sustentabilidade referente ao ano de 2024. Foi considerada a amostra de empresas que compunham a carteira GPTW B3 no primeiro quadrimestre de 2025, disponibilizada no website da B3. Foram analisadas 36 empresas.
Análise e Discussão dos Resultados
Com base nos dados coletados, foi observado que a grande maioria das publicações são de cunho declarativo ou quantitativo não-monetário e que os setores com melhor adesão aos itens do Social são Telecomunicações e Exploração de rodovias. Foi observada também a necessidade de atenção ao Capital Social e de Relacionamento que teve menor adesão em comparação ao Capital Humano, além da evidenciação da priorização de itens como ações para melhoria, colaborar, desenvolvimento profissional e partes interessadas pelas entidades.
Considerações Finais
O estudo sugere que o social disclosure referente ao ano de 2024 é declarativo, em sua maioria. Reflete também a necessidade de atenção aos capitais de maneira uniforme e a defasagem de indicadores quantitativos. A pesquisa contribui com a discussão voltada ao social disclosure, trazendo a reflexão sobre a necessidade de as empresas utilizarem dados e indicadores e para além do declarativo em seus relatórios.
Referências
FERREIRA, Beatriz da Silva. Relato integrado e a sustentabilidade de companhias abertas brasileiras: uma análise das empresas listadas no índice de sustentabilidade empresarial da B3. [S. l.: s.n.], 2023. Disponível em: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/26875?locale=pt_BR. Acesso em: 19 abr. 2025.
HESS, Cida; BRANDÃO, Mônica. ESG: a dimensão social requer um olhar de alma!. Revista RI, Brasil, n. 279, mar. 2024. Disponível em: https://www.revistari.com.br/279/2168. Acesso em: 26 mar. 2025.