Introdução
O cenário atual é marcado por crises interconectadas — humanitárias, climáticas e econômicas (Miranda et al., 2023) — agravadas pela perda de biodiversidade e recursos (Rashid et al., 2024a). A destruição criativa mostra a inovação em meio à instabilidade (Schumpeter, 1982), enquanto o empreendedorismo sustentável integra objetivos econômicos, sociais e ambientais (Hart & Milstein, 1999). Startups verdes reduzem impactos, ampliam competitividade (Rasheed et al., 2024) e impulsionam inovações radicais (Bergset & Fichter, 2015; Neumann, 2023).
Problema de Pesquisa e Objetivo
O problema desta pesquisa é: como sistematizar o conhecimento sobre green startups e inovação sustentável para consolidar avanços, identificar lacunas e apoiar políticas de transição? O objetivo geral é organizar esse conhecimento, integrando contribuições, mapeando lacunas e oferecendo subsídios ao desenvolvimento acadêmico e a políticas voltadas à transição sustentável.
Fundamentação Teórica
O empreendedorismo sustentável articula objetivos econômicos, sociais e ambientais, promovendo inovações que reduzem impactos e geram oportunidades (Hart & Milstein, 1999). Práticas verdes agregam valor ao melhorar desempenho, reduzir custos e fortalecer relações (Rasheed et al., 2024). A inovação sustentável propõe novas formas de organização produtiva e social (André & Abreu, 2006). Nesse contexto, green startups criam inovações radicais, com potencial de crescimento e inserção internacional (Bergset & Fichter, 2015; Neumann, 2023), sendo agentes da transição sustentável.
Metodologia
O estudo é qualitativo e exploratório (Creswell & Creswell, 2020), voltado a mapear como a literatura conecta inovação, empreendedorismo sustentável e crises, via revisão de literatura com análise temática (Braun & Clarke, 2006). Seguiu-se desenho bibliométrico-analítico em seis etapas: extração e tratamento de metadados no RStudio, remoção de duplicatas e desk review dos abstracts; categorização temática para identificar padrões e dimensões; leitura integral dos artigos; e sistematização dos achados, destacando tendências, lacunas e oportunidades de pesquisa.
Análise e Discussão dos Resultados
A análise temática (Braun & Clarke, 2006) revelou cinco eixos: orientação verde, ensino superior, percepções sociais, complementaridade startups–empresas e dimensão territorial. A orientação verde impulsiona desempenho sustentável (Baquero, 2024; Qin et al., 2025), reforçada por apoio universitário (Nguyen et al., 2025). Percepções sociais dão legitimidade (Moeller & Herm, 2021). Startups inovam, empresas escalam com CVC (Bendig et al., 2022; Huang et al., 2025). A demanda local estimula startups (Colombelli et al., 2025).
Considerações Finais
Este estudo sistematizou a produção internacional sobre green startups e inovação sustentável em crises, destacando seu papel estratégico na transição a modelos sustentáveis. A orientação verde impulsiona desempenho (Baquero, 2024; Qin et al., 2025), apoiada por universidades (Nguyen et al., 2025), percepções sociais (Moeller & Herm, 2021), complementaridade startups–empresas (Bendig et al., 2022; Huang et al., 2025) e demanda local (Colombelli et al., 2025). O estudo integra tendências e lacunas, subsidia academia, gestores e políticas, mas aponta limitações e sugere pesquisas no Sul Global.
Referências
Baquero, A. (2024). Green entrepreneurial orientation and green performance. Business Process Management Journal, 30(2), 459–478. https://doi.org/10.1108/BPMJ-09-2023-0703
Bendig, D., Kleine-Stegemann, L., Schulz, C., Eckardt, R., & David, D. (2022). Corporate venture capital and green startups. Journal of Cleaner Production, 362, 134316. https://doi.org/10.1016/j.jclepro.2022.134316
Moeller, J., & Herm, S. (2021). Green consumer perceptions. Journal of Business Research, 127, 197–208.
Nguyen, T., Timilsina, S., & Shamsuzzoha, A. (2025). University–industry collaboration and green entreprene