Resumo

Título do Artigo

Finanças sustentáveis e pragmatismo crítico interdisciplinar: reflexões sobre o processo de ensino-aprendizagem
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Tema

Finanças Sustentáveis

Autores

Nome
1 - MARIA DE NAZARE MORAES SOARES
Universidade Federal do Ceará - UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ Responsável pela submissão
2 - LUCIANA MOURA REINALDO
SKEMA Business School (Brazil, Canada, China, Dubai, France, South Africa, USA) - Université Côte d'Azur

Reumo

Introdução
Este artigo analisa como o ensino sobre Finanças Sustentáveis e ESG vem sendo estruturado, trazendo a perspectiva do pragmatismo crítico e interdisciplinar. A proposta integrou fundamentos técnicos das finanças sustentáveis, instrumentos financeiros e mecanismos de mercado com reflexões éticas e socioambientais, visando formar profissionais capazes de compreender e intervir nos desafios da transição para uma economia de baixo carbono. O estudo parte de uma reflexão crítica de que o ensino de finanças sustentáveis necessitam dialogar com os reais impactos em sua implementação.
Fundamentação e Discussão
A formação em finanças sustentáveis necessita da integração entre teoria e prática, e na concretude dos investimentos verdes, permitindo que os estudantes não apenas compreendam os conceitos e aspectos técnicos, mas também identifiquem as limitações e contradições presentes no mercado de baixo carbono, a partir de dados disponíveis. A abordagem interdisciplinar é estratégia para ampliar a visão crítica, enriquecendo o processo de aprendizagem no campo. Observa-se que a articulação com diferentes áreas do conhecimento, é essencial para substanciar as discussões sobre finanças sustentáveis.
Conclusão
Como considerações que emergem da experiência em formação na área de finanças sustentáveis, ressalta-se a necessidade de fortalecer a formação crítica para enfrentar os desafios da transição verde, destacando a interdisciplinaridade para evitar reducionismos técnicos. Considera-se necessária a discussão críticas no campo, a partir dos dados disponíveis, não apenas sobre risco e retorno, mas sobre os impactos reais dos projetos de investimento, notadamente no contexto brasileiro. Portanto, a formação em finanças sustentáveis deve caminhar para uma discussão técnica e política do campo.
Referências
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