Introdução
O estudo da relação entre finanças e emoções não é novo. Diversos estudos anteriores forneceram insights sobre como certas emoções, como medo e ganância, podem afetar o comportamento do mercado e as decisões individuais, e também estudos que mostram o quanto as emoções afetam a tomada de decisão. No entanto, esses estudos muitas vezes focaram em emoções isoladas ou em contextos específicos, sem considerar a ampla gama de emoções e como estas interagem para influenciar o comportamento financeiro em uma diversidade de situações.
Problema de Pesquisa e Objetivo
Com isso, o estudo levanta a seguinte pergunta: Como as diferentes emoções afetam as decisões de investimento e de gastos dos indivíduos? Nesse contexto, o presente estudo se justifica pelo conteúdo de análise das emoções positivas e negativas de forma ampla, o que não é muito estudado, além de informações relevantes para o mercado conhecer o comportamento dos tomadores de decisão. O estudo fará uma análise sobre como as emoções positivas e negativas podem influenciar nas decisões de consumo, de investimento e na propensão ao risco.
Fundamentação Teórica
A racionalidade é um ato feito pelo indivíduo e a sua relação com referência à finalidade pretendida (Marques et al., 2021). O processo de decisão são passos para a resolução de um problema, da maneira mais adequada (Marques et al., 2021). Há vários fatores ligados ao processo de decisão, pois as decisões não são feitas de forma inteiramente racional, e um desses fatores são as heurísticas, que são atalhos mentais que facilitam no processo de decisão, que podem levar a vieses cognitivos (Tversky; Kahneman, 1973).
Metodologia
Este estudo é do tipo descritivo qualitativo, com dados coletados por entrevistas. A amostra contempla participantes escolhidos de forma aleatória que sejam investidores, e os dados foram coletados no período de abril a julho de 2025, resultando em 40 respondentes. Para a coleta foram elaboradas 21 questões abertas para as entrevistas. Os dados foram transcritos em planilha online, e categorizados para melhor interpretação quanto ao risco, consumo e investimento.
Análise e Discussão dos Resultados
Quanto ao risco, os dados mostram que as emoções positivas aumentam a confiança para decisões arriscadas, mas não leva a ignorar riscos; as emoções negativas levam à aversão ao risco em situações de risco. Quanto ao consumo, as emoções positivas levam à gastar mais, mas não de forma impulsiva ou exagerada; as emoções negativas levam a uma diminuição dos gastos discricionários, e não levam a um aumento no consumo como compensação. Quanto ao investimento, as emoções positivas não levam a decisões de investimento mais audaciosas; as emoções negativas levam a um comportamento mais conservador.
Considerações Finais
O estudo conclui que as emoções positivas levam a aumento nos gastos, e que as emoções negativas levam à redução de gastos discricionários e à aversão ao risco quanto aos investimentos. O estudo teve uma amostra limitada e há necessidade de uma maior amostra para uma análise mais completa, com condição social e faixa etária mais variada. O estudo também recomenda a produção de estudo com mais perguntas, a fim de aprofundar a análise das emoções positivas e negativas nas decisões de consumo, risco e investimento já feitas neste artigo.
Referências
MARQUES, E. V; SANTOS, M. A. S. dos; NASCIMENTO, W. H. S. do; GOMES, J. de S.; NETO, J. F. C. Análise do comportamento financeiro do cidadão jovem, razão e emoção nas decisões: o que pensamos e o que efetivamente fazemos. Ágora?: revista de divulgação científica, v. 26, p. 130–149, 14 set. 2021.
TVERSKY, A.; KAHNEMAN, D. Availability: A heuristic for judging frequency and probability. Cognitive Psychology, [s. l.], v. 5, n. 2, p. 207–232, set. 1973.