Resumo

Título do Artigo

ESTÍMULOS PARA A ADOÇÃO DA ECONOMIA CIRCULAR EM STARTUPS: UMA REVISÃO TEÓRICA
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Tema

Operações sustentáveis e Economia Circular

Autores

Nome
1 - Flávia Choi Marchesano
Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" - UNESP BAURU - Bauru
2 - Laura Helena Miranda Gomide Silva
Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" - UNESP BAURU - Faculdade de engenharia
3 - Daniel Jugend
-
4 - Aline Gabriela Ferrari
Polytechnique Montreal - Département de mathématiques et de génie industriel / Polytechnique Montreal Responsável pela submissão

Reumo

Introdução
As atividades humanas provocam impactos ambientais evidenciados na crise ecológica, com mudanças climáticas, poluição e perda de biodiversidade (De Angelis, 2024). A economia circular (EC) surge como alternativa ao modelo linear “take-make-dispose” (Suchek et al., 2022), promovendo redução, reuso, reciclagem e recuperação de recursos (Kirchherr et al., 2017). Operando em níveis micro, meso e macro, integra crescimento econômico, equidade social e preservação ambiental (Bocken et al., 2018). Startups podem impulsionar a transição devido à sua flexibilidade e inovação (Henry et al., 2020).
Problema de Pesquisa e Objetivo
Apesar de seu potencial, o papel das startups na EC é pouco explorado (De Angelis, 2024), limitando a geração de insights teóricos, práticos e para políticas públicas (Klofsten et al., 2024). Este estudo objetiva mapear e classificar os drivers que estimulam a adoção de modelos de negócios circulares em startups, oferecendo subsídios para gestores e políticas que promovam sobrevivência, consolidação e crescimento dessas empresas, ampliando a disseminação da sustentabilidade além de mercados de nicho.
Fundamentação Teórica
A EC é um sistema regenerativo que reduz desperdício e emissões, estreitando, fechando e desacelerando ciclos de materiais e energia, apoiado em design durável, manutenção, reparo e remanufatura (Geissdoerfer et al., 2017). Modelos de negócios circulares prolongam a vida útil dos produtos, promovendo eficiência econômica, ambiental e social (Geissdoerfer et al., 2020). A adoção depende de drivers internos, como liderança e cultura (Calisto et al., 2023), e externos, como regulamentação, incentivos e demanda (Rizos et al., 2016), cuja interação favorece inovação e consolidação da circularidade.
Metodologia
Foi realizada uma revisão sistemática da literatura focada nos drivers da EC em startups, utilizando a base de dados Scopus por sua ampla cobertura (Harzing & Alakangas, 2016). A busca, realizada em abril de 2025, identificou inicialmente 42 artigos, posteriormente classificados em três categorias. Após leitura integral, nove foram considerados e quatro excluídos. Assim, a revisão bibliográfica considerou cinco artigos que analisavam diretamente os drivers para a adoção da EC em startups, evidenciando a escassez de pesquisas específicas sobre o tema.
Análise e Discussão dos Resultados
A análise dos artigos selecionados identificou 25 drivers organizados em nove categorias: econômicos, tecnológicos, regulatórios, ambientais, culturais, organizacionais, mercadológicos, individuais e operacionais (Briguglio et al., 2021; Todeschini et al., 2017; von Kolpinski et al., 2023; Geissdoerfer et al., 2023; Engzell & Kambanou, 2024). Startups born circular, criadas sob lógica circular, enfatizam drivers internos como liderança e cultura; já as growing circular, adaptadas de modelos lineares, dependem de fatores externos, como regulamentação e tendências de mercado.
Considerações Finais
A adoção da EC em startups depende de 25 drivers interdependentes, variando conforme o tipo de startup e estágio de maturidade. Startups born circular mobilizam mais fatores internos, enquanto growing circular dependem de drivers externos. A transição exige articulação entre condições internas, contexto favorável e políticas públicas consistentes. Lacunas na literatura indicam necessidade de estudos empíricos, métricas consolidadas e exploração de novos setores, fortalecendo o papel das startups como agentes da EC.
Referências
Bocken et al. (2018) Briguglio et al. (2021) Calisto et al. (2023) De Angelis (2024) Engzell & Kambanou (2024) Geissdoerfer et al. (2017) Geissdoerfer et al. (2020) Geissdoerfer et al. (2023) Harzing & Alakangas (2016) Henry et al. (2020) Kirchherr et al. (2017) Klofsten et al. (2024) Rizos et al. (2016) Suchek et al. (2022) Todeschini et al. (2017) von Kolpinski et al. (2023)