Resumo

Título do Artigo

REFLORESTAMENTO E EXTRATIVISMO NO BRASIL: COMPRA DE TERRAS E VALOR DE PRODUÇÃO DOS ESTADOS DESTAQUES NO SETOR
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Tema

Agronegócios e Sustentabilidade

Autores

Nome
1 - Tailini Soares Botene
UFSM - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA - PPGAGR/UFSM/PM Responsável pela submissão
2 - FILIPE URNAU
UFSM - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA - ufsm
3 - Adriano Lago
UFSM - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA - Campus de Palmeira das Missões

Reumo

Introdução
A pesquisa da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), identificou aspectos referentes à área e ao valor de produção dos processos de exploração de recursos vegetais naturais (extrativismo vegetal) e de exploração de florestas plantadas para fins comerciais (silvicultura) no Brasil. Com efeito, o setor de árvores cultivadas para fins industriais tem ganhado relevância na economia brasileira, na medida em que, no ano de 2023, ocupou a 5° posição no ranking de participação no Produto Interno Bruto nacional (IBGE, 2023).
Problema de Pesquisa e Objetivo
O presente trabalho objetiva identificar a soma de hectares adquiridos por empresas estrangeiras do ramo da produção florestal nos estados brasileiros com maior participação em valor de produção nas atividades de extrativismo vegetal e silvicultura.
Fundamentação Teórica
Os autores Sauer e Borras Jr. (2016, p. 11) mencionam que a estrangeirização de terras envolve não apenas a aquisição de terras mediante compra e venda de áreas, mas também o “controle sobre a cadeia de valor”. Botene et al (2023) sugerem que a apropriação sobre terras engloba tanto a transferência de propriedade como o direito sobre o uso da terra ou o controle sobre seus recursos. Para Vicente, Barros Júnior e Dulci (2021, p. 2), a terra passou a ser vista como “um ativo singular: é um fator de produção, ao mesmo tempo em que constitui reserva de valor e cria riqueza (...)"
Metodologia
Para o desenvolvimento do trabalho, foram utilizados dados secundários disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes à sua pesquisa denominada Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS), do ano de 2023, e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em banco de dados denominado “relatório sobre a compra de terras por pessoas jurídicas de capital estrangeiro no Brasil”, do ano de 2021.
Análise e Discussão dos Resultados
Os resultados demonstram a compra de terras por empresas de capital estrangeiro nos quatro estados que lideram o valor de produção, conforme pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do ano de 2023, indicando o montante de hectares e a destinação produtiva das áras (reflorestamento e extrativismo).
Considerações Finais
Os dados apurados, por sua vez, demonstram que empresas de capital estrangeiro estão buscando adquirir terras brasileiras destinadas ao reflorestamento nesses estados que se destacam nos números resultantes dessa cadeia produtiva. Conforme visto, Minas Gerais já conta com mais de 500 mil hectares transacionados com empresas estrangeiras de reflorestamento, liderando, igualmente, o ranking de aquisições de terras para tal atividade, à frente dos demais estados (em percentual, as terras adquiridas no Paraná correspondem a menos de 23% das terras adquiridas em Minas Gerais).
Referências
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS). 2023. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/estatisticas/economicas/agricultura-e-pecuaria/9105-producao-da-extracao-vegetal-e-da-silvicultura.html. Acesso em: 26 ago. 2025. INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA (INCRA). Banco de dados. 2021. SAUER, S.; BORRAS JR, S. “Land grabbing” e “Green grabbing”: uma leitura da “corrida na produção acadêmica” sobre a apropriação global de terras. Campo-Território: revista de geografia agrária, 2016.