Resumo

Título do Artigo

ECONOMIA CIRCULAR E LOGÍSTICA REVERSA: caminhos para a gestão ambiental em empresas do maranhão
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Tema

Operações sustentáveis e Economia Circular

Autores

Nome
1 - Inácio Ferreira Façanha Neto
Universidade Federal do Ceará - UFC - UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ Responsável pela submissão
2 - Josanne Cristina Ribeiro Ferreira Façanha
Universidade Federal do Maranhão- UFMA - UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO (UEMA)
3 - CELIO DE OLIVEIRA GAMA
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO - UEMA - Departamento de Administração

Reumo

Introdução
O estudo parte da constatação da crescente geração de resíduos sólidos no Brasil, estimada em mais de 80 milhões de toneladas por ano (IBGE, 2023), e da necessidade urgente de estratégias de gestão ambiental alinhadas à Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010). No contexto do Maranhão, onde os desafios estruturais e tecnológicos dificultam práticas sustentáveis, a logística reversa surge como alternativa para reduzir impactos ambientais e gerar valor econômico.
Problema de Pesquisa e Objetivo
o problema central desta pesquisa é compreender de que forma a logística reversa pode se consolidar como estratégia de gestão ambiental empresarial, superando obstáculos e potencializando oportunidades para a economia local? O objetivo geral consiste em analisar a implementação da logística reversa em empresas maranhenses, identificando práticas adotadas, desafios enfrentados e benefícios percebidos, além de propor recomendações para ampliar sua efetividade ambiental e econômica.
Fundamentação Teórica
A gestão ambiental empresarial evoluiu de uma postura reativa para uma abordagem estratégica, integrando a sustentabilidade aos processos decisórios (Barbieri & Cajazeira, 2021). A economia circular, por sua vez, propõe substituir o modelo linear de produção por ciclos fechados de uso, reuso e reciclagem (Ellen MacArthur Foundation, 2019). A logística reversa, segundo Leite (2009), é o instrumento operacional que viabiliza o retorno de materiais ao ciclo produtivo, envolvendo múltiplos stakeholders.
Metodologia
O estudo utilizou uma abordagem qualitativa e exploratório-descritiva, com pesquisa bibliográfica e estudo de campo em cinco empresas maranhenses de diferentes setores e portes. A coleta de dados ocorreu por questionários semiestruturados, abordando práticas, desafios e benefícios da logística reversa. A análise dos dados foi realizada por meio de análise de conteúdo temática, garantindo princípios éticos e confidencialidade.
Análise e Discussão dos Resultados
Os dados mostraram que 60% das empresas adotam práticas de logística reversa, especialmente as de maior porte. As principais práticas incluem coleta de embalagens pós-consumo, reaproveitamento de materiais e parcerias com cooperativas. Entre os desafios, destacam-se altos custos operacionais, resistência interna, falta de infraestrutura e carência de capacitação técnica. Por outro lado, empresas que implementaram a logística reversa relataram redução de custos, certificações ambientais, melhoria da imagem corporativa e fidelização de clientes.
Considerações Finais
O estudo conclui que a logística reversa possui alto potencial como estratégia de gestão ambiental empresarial, especialmente quando integrada à economia circular. Contudo, pequenas empresas enfrentam maiores obstáculos, como falta de recursos e conhecimento técnico. Recomenda-se o desenvolvimento de políticas públicas, capacitação e infraestrutura logística para ampliar a adoção dessa prática, além de pesquisas futuras envolvendo mais empresas e setores para avaliar os impactos quantitativos.
Referências
As referências abordam logística reversa, sustentabilidade e economia circular, com destaque para Leite (2009) sobre competitividade e meio ambiente, Rogers e Tibben-Lembke (2001) em práticas de logística reversa, e Ellen MacArthur Foundation (2019) sobre economia circular. Estudos recentes como Severo et al. (2022) e Silva et al. (2021) analisam desafios e oportunidades em empresas brasileiras. Incluem ainda legislação (Lei nº 12.305/2010) e dados do IBGE (2023) sobre resíduos sólidos.