Resumo

Título do Artigo

ECONOMIA CIRCULAR E EMPREENDEDORISMO FEMININO: análise das práticas sustentáveis em feiras livres maranhenses
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Tema

Operações sustentáveis e Economia Circular

Autores

Nome
1 - Inácio Ferreira Façanha Neto
Universidade Federal do Ceará - UFC - UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ Responsável pela submissão
2 - Josanne Cristina Ribeiro Ferreira Façanha
Universidade Federal do Maranhão- UFMA - UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO (UEMA)
3 - IRLANE REGINA MORAES NOVAES
Universidade Estadual do Maranhão - Centro de ciências sociais aplicadas

Reumo

Introdução
O estudo analisa o empreendedorismo feminino em feiras livres de Codó-MA, destacando sua importância para a geração de renda, segurança alimentar e sustentabilidade. Com base em dados do SEBRAE (2022) e na relevância das práticas ambientais, a pesquisa busca compreender como as feirantes implementam ações sustentáveis, seus desafios e potencialidades, relacionando empreendedorismo, inovação e desenvolvimento local responsável.
Problema de Pesquisa e Objetivo
O presente estudo busca responder à seguinte questão: Como as práticas empreendedoras das feirantes de produtos hortícolas em Codó-MA contribuem para a sustentabilidade ambiental e quais são os principais desafios enfrentados na implementação de práticas ambientalmente responsáveis? O objetivo geral é analisar as práticas de sustentabilidade ambiental adotadas pelas feirantes de produtos hortícolas em Codó-MA, identificando oportunidades e desafios para o desenvolvimento de um empreendedorismo feminino sustentável.
Fundamentação Teórica
A literatura aponta que mulheres empreendedoras tendem a adotar práticas mais sustentáveis (Santos et al., 2022; FAO, 2021). Feiras livres reduzem intermediários e impactos ambientais (Carvalho & Grossi, 2019), enquanto a gestão ambiental no empreendedorismo rural inclui manejo sustentável, economia circular e conservação ambiental (Moreira et al., 2018). Assim, empreendedorismo feminino e sustentabilidade se integram na promoção de práticas inovadoras e responsáveis.
Metodologia
Pesquisa descritivo-exploratória, com abordagem quali-quantitativa, realizada com 45 feirantes de Codó-MA, selecionadas por tempo de atuação e diversidade de produtos. Dados coletados via questionários, observações e entrevistas. Análises estatísticas (SPSS 25.0) e de conteúdo (Bardin, 2016) identificaram perfil, práticas sustentáveis, desafios e oportunidades, integrando dados numéricos e qualitativos para maior consistência dos resultados.
Análise e Discussão dos Resultados
As feirantes têm idade média de 42,3 anos e 8,7 anos de experiência. Práticas identificadas incluem compostagem (77,8%), redução de plásticos (42,2%) e venda de produtos orgânicos (26,7%). Desafios: custos, falta de capacitação e resistência dos consumidores. Oportunidades: demanda por produtos locais, interesse em cooperativas e potencial apoio institucional para ampliação de práticas sustentáveis.
Considerações Finais
O empreendedorismo feminino em Codó-MA demonstra potencial para sustentabilidade ambiental, mas enfrenta barreiras econômicas e técnicas. Recomenda-se políticas públicas integradas, capacitação, acesso a crédito e redes de cooperação para ampliar práticas sustentáveis. A pesquisa contribui para compreender como ações locais podem impulsionar o desenvolvimento econômico e ambiental, conciliando inclusão social e preservação ambiental.
Referências
Baseadas em fontes atualizadas, incluem Bardin (2016) para análise de conteúdo, SEBRAE (2022) e FAO (2021) para dados sobre empreendedorismo, e estudos recentes sobre feiras livres, gestão ambiental e sustentabilidade (Santos et al., 2022; Moreira et al., 2018; Bezerra et al., 2020), reforçando a credibilidade e atualidade teórica da pesquisa.