Resumo

Título do Artigo

CORPOS DOMINADOS E (RE)EXISTENTES: trajetórias de subjetivação contemporâneas
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Tema

Espiritualidade na Organizações

Autores

Nome
1 - Melina Alves Gomes
-
2 - Simone Catalan Pereira
Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUCMG - Proex - Pró Reitoria de Extensão Responsável pela submissão
3 - Fábio de Assis Junqueira
Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUCMG - PPGA

Reumo

Introdução
O corpo, como espaço de experiências e práticas cotidianas, torna-se território de controle, disciplina e produtividade. Modelos racionais e burocráticos prometem ordem, mas reduzem a singularidade, gerando sofrimento e alienação. A normatização do trabalho e da vida molda sujeitos dóceis, enquanto o enfrentamento do real revela afetos e resistências. Em contraponto, a perspectiva do Bem Viver propõe uma reconexão entre corpo, natureza e coletividade, valorizando a diversidade e abrindo caminhos para formas de existência mais autônomas e sustentáveis.
Fundamentação e Discussão
Em um contexto de rápidas transformações sociais, econômicas e tecnológicas, o corpo emerge como expressão da existência e território simbólico, atravessado por poder, cultura e subjetividade. Para Freud, ele articula somático e psíquico; para Foucault e Weber, é disciplinado e enquadrado; para Dejours, mobiliza capacidades no trabalho. Enriquez evidencia a manipulação dos afetos, enquanto cosmologias indígenas o afirmam como corpo-território. Assim, o corpo revela-se espaço de dominação, resistência e produção de subjetividade no mundo contemporâneo.
Conclusão
A análise mostra que o corpo, mais que estrutura biológica, é território político e simbólico moldado por dispositivos de poder. Ainda que controlado por normas e exigências, ele também resiste e cria sentidos. O sofrimento pode se converter em potência coletiva capaz de gerar transformação. Propostas como o corpo-território e o Bem Viver afirmam modos de existência plurais e conectados à coletividade. Assim, a re-existência surge como gesto ético e político de afirmação da vida, diversidade e autonomia em tempos de mudanças constantes e fragilidades nas relações humanas.
Referências
ACOSTA, A. O bem viver. SP: Autonomia Literária, 2016. AYRA TUPINAMBÁ, V. R. S. Tupinambá decolonial. Dissertação, UFSB, 2020. BANIWA, B. et al. Mulheres: corpos-territórios indígenas. POA: FLD, 2023. DEJOURS, C. A loucura do trabalho. 5. ed. SP: Cortez, 1992. ENRIQUEZ, E. Da horda ao Estado. RJ: Zahar, 1990. FOUCAULT, M. Vigiar e punir. RJ: Vozes, 1999. FREUD, S. O mal-estar na civilização. SP: Cia das Letras, 2010. MOJICA, Z. A. Tecido de um corpo-ancestral. Artigo, 2023. WEBER, M. Sociologia da burocracia. RJ: Zahar, 1999.