Resumo

Título do Artigo

AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO E REMUNERAÇÃO DOS EXECUTIVOS: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERAUTRA
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Tema

Governança e Sustentabilidade em Organizações

Autores

Nome
1 - Ricardino Alberto Da Fonseca Teixeira
Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC - Centro Socioeconômico Responsável pela submissão
2 - Sandra Rolim Ensslin
-
3 - Luiz Junior Maemura Yoshiura
Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC - PPGEP
4 - Alex Mussoi Ribeiro
- Universidade Federal de Goiás

Reumo

Introdução
A separação entre propriedade e controle, nas empresas de capital aberto, mostra que os executivos têm os seus interesses. Assim, nem sempre desempenham suas funções exclusivamente no interesse dos acionistas (Berle & Means, 1933; Jensen & Meckling, 1976). Para alinhar os interesses, os proprietários fazem uso de mecanismos de governança, como a Remuneração Executiva (RE), motivando os executivos a perseguirem os interesses daqueles. Acredita-se que, ao receberem remuneração adequada, os executivos contribuam mais para melhorar o desempenho corporativo (Duffhues & Kabir, 2008).
Problema de Pesquisa e Objetivo
Considerando a crescente publicação de artigos que analisam a avaliação de desempenho (AD) e RE, especialmente na escolha das métricas em empresas de capital aberto, evidencia-se a necessidade de compreender melhor o conhecimento produzido sobre o tema e evidenciar as lacunas e pesquisas necessárias para tal. Nesse contexto, este estudo se norteia pela seguinte questão: Como a literatura tem abordado a avaliação de desempenho na remuneração executiva nas empresas listadas? O objetivo é analisar a literatura sobre o uso de medidas de desempenho nos contratos de remuneração executiva.
Fundamentação Teórica
A literatura aponta que os pacotes de remuneração executiva (RE) em empresas de capital aberto geralmente incluem múltiplas métricas, como salário fixo, bônus de curto prazo, incentivos de longo prazo e benefícios adicionais. A avaliação de desempenho é central na definição da RE, pois orienta os executivos sobre quais métricas devem ser priorizadas e vincula remuneração aos resultados. A governança corporativa exerce papel decisivo nessa estruturação, sendo que conselhos atuantes e comitês independentes favorecem modelos de RE mais alinhados ao desempenho sustentável de longo prazo.
Metodologia
Foi realizada uma revisão da literatura por meio do ProKnow-C (Welter & Ensslin, 2022; Ensslin et al., 2014), um processo estruturado para a seleção do Portfólio Bibliográfico (PB) e análise da literatura científica. A pesquisa foi feita no Scopus e na Web of Science, por palavras-chave, tendo 15.465 artigos incialmente, e após a aplicação dos filtros e aplicação do critério de inclusão e exclusão, ficaram 48 no final. A análise dos dados se deu com a Análise Bibliométrica e variável avançada da evolução temporal, o Mapa da Literatura e a Agenda de Pesquisa.
Análise e Discussão dos Resultados
A análise revela que a avaliação de desempenho ainda se baseiam mais em métricas financeiras tradicionais. Apesar de avanços, elementos como flexibilidade e integração à melhoria contínua são pouco explorados. A literatura evolui de controle financeiro, alinhamento estratégico e, mais recentemente, foco em sustentabilidade e valor de longo prazo. A governança influencia a escolha das métricas, mas ainda há lacunas. Temas como integração à gestão e uso estratégico das métricas são subdesenvolvidos. É necessário maior atenção à complexidade contextual e à criação de valor sustentável.
Considerações Finais
Conclui-se que, embora haja avanços, ainda predomina o uso de métricas contábeis tradicionais, com pouca exploração prática de medidas não financeiras e ESG. Os sistemas de mensuração são tratados como variáveis contratuais, e não como ferramentas estratégicas de gestão. O estudo contribui ao organizar achados em torno de variáveis avançadas e fatores contextuais. As limitações incluem o foco em abordagens predominantes e a ausência de estudos de campo. Recomenda-se aprofundar estudos sobre o uso prático das métricas, sua integração à gestão e seus efeitos sobre o comportamento dos executivos.
Referências
Jensen, M. C., & Meckling, W. H. (1976). Theory of the firm: Managerial behavior, agency costs and ownership structure. Journal of Financial Economics, 3(4), 305-360. https://doi.org/10.1016/0304-405X(76)90026-X Ensslin, S. R., Ensslin, L., Imlau, J. M., & Chaves, L. C. (2014). Processo de mapeamento das publicações científicas de um tema: Portfólio Bibliográfico e Análise Bibliométrica sobre Avaliação de Desempenho de cooperativas de produção agropecuária. Revista de Economia e Sociologia Rural, 52, 587-608. https://doi.org/10.1590/S0103-20032014000300010