Resumo

Título do Artigo

CULTIVO DA ESPIRITUALIDADE E SUSTENTABILIDADE: RESPOSTAS À CRISE DE SENTIDO E CAMINHOS REGENERATIVOS
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Tema

Espiritualidade na Organizações

Autores

Nome
1 - Jonathan Félix de Souza
Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - Programa de Pós-graduação stricto-sensu em Administração (PPGA) Responsável pela submissão
2 - Aleluia Heringer
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Reumo

Introdução
A emergência climática e a crise de sentido evidenciam o esgotamento de referenciais axiológicos que orientam práticas sociais. Propomos a espiritualidade como qualidade humana profunda e forma de inteligência sensível capaz de integrar perceber, pensar e agir. O objetivo é mostrar como o cultivo dessa competência reorganiza valores e sustenta decisões alinhadas à sustentabilidade, abrindo vias regenerativas para habitar a Terra com consciência de interdependência.
Fundamentação e Discussão
Com base em Corbí (2020), o “sentir profundo” atua como operador cognitivo-afetivo que renova projetos axiológicos em sociedades de conhecimento. Dialogamos com a ecologia profunda, com a ecologia integral da Laudato Si’ e com Ailton Krenak, articulando pertença, cuidado e limites planetários. Argumentamos que soluções técnicas são insuficientes sem conversão interior e comunitária que reoriente estilos de vida e políticas institucionais rumo a práticas regenerativas.
Conclusão
Cultivar espiritualidade é cultivar sustentabilidade. Defendemos um “sentir em movimento”: disposição contínua de escuta, discernimento e compromisso com a vida, apta a reorganizar valores, fortalecer vínculos e orientar escolhas públicas e privadas. Tal conversão ecológica favorece uma cultura que reconhece interdependências, reduz danos e promove justiça socioambiental, permitindo habitar o planeta de modo íntegro e responsável.
Referências
Corbí (2016, 2017, 2020, 2023); Fricker (2001); Gardner (2001); Zohar & Marshall (2000); Torralba Roselló (2012); Francisco (2015); Krenak (2020, 2022); Harari (2016); Hickman et al. (2021); UNESCO (2022); SEEG (2023); Bonneuil & Fressoz (2024); Haidt (2024); World Economic Forum (2025).