Resumo

Título do Artigo

FILOSOFIA BRASILEIRA E EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE NOS CURSOS DE ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO: FUNDAMENTOS EPISTÊMICOS PARA UMA FORMAÇÃO TRANSFORMADORA EM TEMPOS DE CRISE CLIMÁTICA
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Tema

Educação e Sustentabilidade

Autores

Nome
1 - Mayara Pellenz
Universidade do Vale do Itajaí - Univali - DOUTORADO EM ADMINISTRAÇÃO Responsável pela submissão

Reumo

Introdução
Nas primeiras décadas do século XXI, a intensificação das crises ecológicas e climáticas tem revelado, além do seu alcance e gravidade, os limites éticos, jurídicos e educacionais do atual modelo de desenvolvimento global. Em meio ao avanço da desertificação, à perda irreversível da biodiversidade e ao agravamento das desigualdades ambientais, as respostas institucionais ainda permanecem limitadas por um paradigma tecnocrático, economicista e frequentemente descomprometido com os direitos das populações mais vulneráveis. Mais preocupante ainda é a constatação de que os processos educativos con
Problema de Pesquisa e Objetivo
. Nesse cenário, impõe-se uma pergunta central: como construir fundamentos epistêmicos e metodológicos que permitam uma educação para a sustentabilidade enraizada na realidade brasileira, comprometida com a justiça ecológica e o cuidado com a vida em todas as suas formas? A presente pesquisa parte da hipótese de que a filosofia brasileira contemporânea oferece subsídios robustos para fundamentar metodologias educacionais transformadoras, especialmente ao articular saberes locais, críticas à colonialidade do saber e proposições pedagógicas sensíveis à complexidade das relações entre humanos, na
Fundamentação Teórica
O artigo apresenta as epistemologias brasileiras como base educativa, valorizando metodologias situadas e não subordinadas. Aborda as cosmologias brasileiras e suas contribuições para pedagogias sustentáveis, com autores como Krenak, Boff e Leff. Analisa a formação docente e o currículo sob a filosofia brasileira, destacando competências socioambientais. Conclui com estratégias pedagógicas transformadoras e implicações para a educação superior, alinhadas ao PRME.
Metodologia
narrativa da literatura interdisciplinar, envolvendo textos filosóficos, educacionais, ecológicos e documentos normativos nacionais e internacionais sobre educação para sustentabilidade.
Análise e Discussão dos Resultados
O artigo explora as epistemologias e cosmologias brasileiras como fundamentos para pedagogias sustentáveis, citando Krenak, Boff e Leff. Analisa a formação docente e o currículo sob a perspectiva da filosofia brasileira, priorizando competências socioambientais e interdisciplinaridade. Apresenta estratégias pedagógicas transformadoras baseadas na ética do cuidado. Conclui discutindo impactos na educação superior, especialmente em administração e gestão, alinhados ao PRME.
Considerações Finais
As transformações curriculares propostas, especialmente em cursos de administração e gestão, demonstraram viabilidade através de abordagens multi, trans e interdisciplinares que superam fronteiras disciplinares tradicionais. A incorporação de disciplinas como epistemologias da administração brasileira, gestão socioambiental territorial e metodologias participativas representa um caminho concreto para formar líderes ecologicamente conscientes.
Referências
BEGNAMI, João Batista. Uma geografia da Pedagogia da Alternância no Brasil. Brasília: União Nacional das Escolas Famílias Agrícolas do Brasil, 2019. BOFF, Leonardo. Saber cuidar: ética do humano, compaixão pela Terra. 19. ed., Petrópolis: Vozes, 2012. BOFF, Leonardo. Ecologia: grito da Terra, grito dos pobres. São Paulo: Ática, 1995. BOFF, Leonardo. Sustentabilidade: o que é, o que não é. Petrópolis: Vozes, 2003. BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é educação popular. São Paulo: Brasiliense, 2006. CABRERA, Julio. Diário de um filósofo no Brasil. Ijuí: Editora Unijuí, 2012.