Resumo

Título do Artigo

PARAÍSO E HALO DA POLUIÇÃO: UMA LENTE DA TEORIA CRÍTICA SOBRE O COMÉRCIO DE E-WASTE
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Tema

Governança e Sustentabilidade em Organizações

Autores

Nome
1 - ANDRE ORSI BOOS
Universidade de Blumenau - FURB - FURB Responsável pela submissão
2 - Marcia Zanievicz da Silva
-
3 - Luciano Castro de Carvalho
Universidade de Blumenau - FURB - Centro de Ciências Sociais Aplicadas

Reumo

Introdução
O comércio transfronteiriço de e-waste combina cadeias globais e assimetrias institucionais, gerando mercados híbridos onde a etiqueta “usado para reuso” cria zonas cinzentas e desloca riscos a destinos de baixa capacidade. Entre PHH (refúgio) e PHalo (difusão tecnológica), avaliamos quando prevalecem: a eficácia exige provas institucionais, teste funcional, rastreabilidade, sanção e procedimentos domésticos da Basileia (inspeção por risco). Sob a Teoria Crítica, tratamos “reuso/circularidade” como construção sociotécnica e focamos em efeitos materiais (ODS 12).
Fundamentação e Discussão
A Teoria Crítica (Horkheimer) é usada para questionar a neutralidade da gestão de resíduos. Seus operadores, totalidade, negatividade e práxis desvelam como classificações técnicas, como "reuso", são construções sociotécnicas que podem mascarar danos reais e externalizar riscos. A discussão detalha como a PHH emerge de mecanismos como classificações permissivas e fiscalização desigual, gerando o paradoxo do "documento perfeito, dano real". Em contraste, a PHalo exige provas institucionais, como rastreabilidade e métricas auditáveis, para se distinguir do mero greenwashing.
Conclusão
Como PHH/PHalo moldam (e obscurecem) o e-waste? Três respostas. (1) PHH emerge como efeito de sistema quando se alinham classificação permissiva, incentivos de custo e fiscalização desigual, gerando legalidade sem justiça (com resistências locais possíveis). (2) PHalo só é legítimo com provas institucionais: métricas auditáveis de reuso, rastreabilidade pós fronteira e sanção, sustentadas por documentação e inspeção por risco. (3) A Teoria Crítica reclassifica a evidência: reuso/circularidade são construções; exige objetividade situada e recoloca totalidade, não identidade e práxis.
Referências
Adorno, T. W., & Horkheimer, M. (2007). Dialéctica de la Ilustración (Vol. 63). Ediciones Akal. Bisschop, L. (2012). Out of the woods: the illegal trade in tropical timber and a European trade hub. Global Crime, 13(3), 191-212.https://doi.org/10.1007/s10611-012-9383-0 Boudier, F., & Bensebaa, F. (2011). Hazardous waste management and corporate social responsibility: illegal trade of electrical and electronic waste. Business and Society Review, 116(1), 29-53. Horkheimer, M. (1972). Traditional and critical theory. Critical theory: Selected essays