Resumo

Título do Artigo

GOVERNANÇA CORPORATIVA E OS FATORES INFLUENCIADORES PARA ADOÇÃO DAS PRÁTICAS DE ENVIRONMENTAL, SOCIAL AND GOVERNANCE NA INDÚSTRIA FLORESTAL
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Tema

Governança e Sustentabilidade em Organizações

Autores

Nome
1 - Iza Leilla Carlos da Silva
Universidade Potiguar - UNP - UNP Responsável pela submissão

Reumo

Introdução
A governança corporativa e a sustentabilidade podem ser explicadas por mecanismos internos que estimulam e limitam a qualidade das informações divulgadas. Autores como Rover et al. (2012), Gomes et al. (2015) e Potrich et al. (2017) destacam fatores determinantes para divulgação, como tamanho da empresa, idade, lucratividade, alavancagem, diretoria independente, comitê de auditoria, tamanho do conselho, estrutura de propriedade, internacionalização e publicação de relatórios de sustentabilidade.
Problema de Pesquisa e Objetivo
Assim, essa pesquisa apresenta a seguinte problemática: Quais fatores da governança corporativa influenciam a adoção de práticas ESG na indústria florestal brasileira? E tem como objetivo geral identificar os fatores de governança corporativa que influenciam a adoção das práticas ESG nas indústrias florestais brasileiras.
Fundamentação Teórica
No contexto brasileiro, as práticas ESG vêm ganhando destaque explicitamente após as exigências normativas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A Instrução CVM 480/2009, atualizada em 2022, passou a requerer a divulgação obrigatória de informações ESG, alinhando o país às tendências internacionais (CVM, 2022). A ESG refere-se ao retorno das práticas de negócios sustentáveis, redução de riscos e aspectos relacionados ao investimento responsável (SULTANA; ZULKIFI; ZAINAL, 2018).
Metodologia
Foi realizada uma investigação de natureza quantitativa, com abordagem descritiva, utilizando dados secundários extraídos da plataforma Thomson Reuters® e publicados na Bolsa Brasil Balcão (B3). A amostra foi composta por empresas do setor de materiais básicos, especificamente dos segmentos de madeira, papel e celulose, no período de 1993 a 2022. A análise foi conduzida por meio de regressão com dados em painel desbalanceados, adotando o modelo de efeitos fixos com erros robustecidos, ou seja, Panel Corrected Standard Errors (PCSE).
Análise e Discussão dos Resultados
Em síntese, os resultados apontam que, ainda que o poder explicativo seja relativamente modesto, as variáveis de governança e ESG analisadas contribuem para explicar parte da variação do Tobin’s Q no tempo, reforçando a hipótese de que tais práticas funcionam como mecanismos de criação de valor no mercado brasileiro, em linha com a literatura internacional e nacional sobre o tema.
Considerações Finais
Os resultados revelaram que a variabilidade das principais variáveis explicativas está concentrada na dimensão within, ou seja, em mudanças internas das firmas ao longo do tempo. Tais achados corroboram que, embora variáveis contábeis e macroeconômicas tenham papel limitado, as práticas de governança e ESG se destacam como mecanismos relevantes de criação de valor no setor florestal brasileiro.
Referências
ECCLES, R. G.; LEE, L.; STROEHLE, J. C. The social origins of ESG: An analysis of innovation and diffusion. Journal of Applied Corporate Finance, v. 32, n. 2, p. 8-19, 2020. WANG, Ni et al. How do ESG practices create value for businesses? Research review and prospects. Sustainability Accounting, Management and Policy Journal, 2023. WANG, Zhen; CHU, Erming; HAO, Yukai. Retracted: Towards sustainable development: How does ESG performance promotes corporate green transformation. 2024.