Resumo

Título do Artigo

A IMPLEMENTAÇÃO DO ESG NO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO ORGANIZACIONAL: UM ESTUDO DE CASO DE UMA BEAUTY TECH BRASILEIRA
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Tema

Estratégia para a Sustentabilidade

Autores

Nome
1 - Everton Kevin Silva
Universidade Federal de Minas Gerais UFMG - UFMG Responsável pela submissão
2 - Aline Rodrigues da Fonseca
Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUC Minas - PUC Minas
3 - Jaqueline Silva Melo
Pontificia Católica de Minas Gerais - Betim
4 - Akbar Valadbigi
Yerevan State University, Armenia - Professor Associado, Departamento de Educação Geral, Curdistão

Reumo

Introdução
Os princípios de ESG passaram a ocupar papel central nas estratégias organizacionais. A pandemia da Covid-19 evidenciou vulnerabilidades sociais, ambientais e econômicas, aumentando a pressão de investidores, reguladores e consumidores para que as empresas adotassem práticas mais responsáveis. Nesse cenário, o setor de cosméticos e cuidados pessoais, marcado por competitividade e ritmo acelerado de crescimento, vem sendo particularmente impactado. As chamadas beauty techs, que unem inovação tecnológica ao mercado de beleza, enfrentam o desafio de integrar o ESG de forma prática e sustentável.
Problema de Pesquisa e Objetivo
Este estudo teve como objetivo analisar como o ESG vem sendo incorporado ao planejamento estratégico da Beleza em Dia, uma beauty tech brasileira de médio porte em expansão. A questão central buscou compreender como empresas desse perfil podem alinhar suas estratégias ao ESG de maneira sistêmica, identificando avanços, lacunas e oportunidades de melhoria.
Fundamentação Teórica
O ESG evoluiu para além dos indicadores financeiros tradicionais, consolidando-se como paradigma de criação de valor corporativo. Desde o relatório Who Cares Wins (ONU, 2005), investidores passaram a considerar critérios socioambientais em suas decisões. Hoje, a literatura destaca que o ESG fortalece reputação, resiliência e competitividade. Os pilares do ESG: • Ambiental, voltado à mitigação de impactos e uso eficiente de recursos; • Social, relacionado à valorização das pessoas, diversidade e engajamento comunitário; • Governança, que envolve transparência, controles e prestação de contas.
Metodologia
A pesquisa utilizou abordagem qualitativa, exploratória e descritiva, analisando o estágio de maturidade ESG da Beleza em Dia. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas com gestores estratégicos. Também houve análise documental de relatórios, além de revisão bibliográfica sobre sustentabilidade e governança corporativa. Na análise dos dados, foram aplicadas quatro ferramentas principais, sendo SWOT, Canvas, PESTEL e BSC. Essa combinação possibilitou construir um diagnóstico consistente, relacionando a prática da empresa com as recomendações da literatura.
Análise e Discussão dos Resultados
O modelo da Beleza em Dia foca em inovação, experiência do cliente e presença digital, com expansão em farmácias, mas depende de estratégias agressivas e logística pouco integrada à sustentabilidade. Avança em diversidade e uso de embalagens biodegradáveis, porém carece de governança e indicadores formais. A SWOT mostra forças em inovação e portfólio, fraquezas na formalização, oportunidades no mercado sustentável e ameaças na concorrência digital. Em estágio inicial, a empresa tem potencial se adotar frameworks internacionais e estruturar a governança.
Considerações Finais
O estudo avaliou a maturidade ESG da Beleza em Dia, apontando avanços em diversidade, inovação e responsabilidade ambiental, mas lacunas em governança e mensuração. A falta de indicadores formais limita o ESG como pilar estratégico, embora haja oportunidades de evolução. A pesquisa mostra que ferramentas de gestão auxiliam empresas médias e oferece roteiro prático a gestores. Limitação: análise de um único caso. Conclui-se que o ESG é processo contínuo que gera valor, resiliência e vantagem competitiva.
Referências
BELIZÁRIO & ÁVILA (2024); COSTA et al. (2022); ECCLES et al. (2020); ELKINGTON (1997); FREITAS & SILVA (2022); IRIGARAY & STOCKER (2022); LOPES & ALMEIDA (2023); MARTINS et al. (2013); OLIVEIRA et al. (2023); ONU (2005); PORTER & KRAMER (2011); REDECKER & MACHADO (2023); SZMUSZKOWICZ et al. (2024); ZANELATI et al. (2015).