Resumo

Título do Artigo

ATELIÊS DE ACOLHIMENTO EM ESCOLAS MUNICIPAIS DO RS: PRÁTICAS EXTENSIONISTAS PARA O BEM-ESTAR E A RECONSTRUÇÃO PEDAGÓGICA PÓS-ENCHENTES
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Tema

Educação e Sustentabilidade

Autores

Nome
1 - Maria Eliza Rosa Gama
Universidade Federal de Santa Maria - UFSM - Centro de Educação Responsável pela submissão

Reumo

Introdução
O presente trabalho relatou a experiência extensionista desenvolvida no município de Agudo/RS após as enchentes de maio de 2024. O projeto “Ateliês de Acolhimento nas Escolas Municipais” buscou promover o bem-estar emocional, fortalecer vínculos comunitários e apoiar a retomada pedagógica em escolas diretamente atingidas. As atividades incluíram arte terapia, jogos teatrais, artes visuais e produção audiovisual, valorizando a expressão criativa, o diálogo e a construção coletiva de estratégias de enfrentamento.
Contexto Investigado
Agudo é um município localizado no estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Conhecido por sua história marcada pela colonização italiana e alemã, possui uma rica herança cultural que se reflete em suas tradições, festividades e gastronomia. Economicamente, Agudo é marcado pela agricultura e pecuária familiar em pequenas propriedades, as quais sofreram enormes perdas com as chuvas de 2024. Atualmente busca a criação de Escolas voltadas a formação técnica dos filhos dos agricultores visando a permanência na terra e a garantia da sucessão das propriedade, pois o êxodo é uma realidade nesta região
Diagnóstico da Situação-Problema
As enchentes de maio de 2024 no Rio Grande do Sul impactaram de forma severa diversas comunidades escolares, especialmente no município de Agudo, onde escolas municipais sofreram danos estruturais e pedagógicos. Para além das perdas materiais, observou-se o comprometimento do bem-estar emocional de crianças, adolescentes, professores e funcionários. Nesse cenário, emergiu a necessidade de ações educativas e comunitárias que oferecessem suporte emocional e pedagógico, promovendo resiliência e reconstrução coletiva.
Intervenção Proposta
A ação extensionista ocorreu em quatro escolas municipais de Agudo/RS com a proposta de um dia "D" em cada escola. Cada ateliê teve carga horária de 8 horas, com o envolvimento de toda comunidade , contou com a participação de estudantes, professores, funcionários e equipe universitária multidisciplinar (docentes e discentes da UFSM). Foram quatro eixos: (1) Promoção da Saúde ; (2) Arte terapia (3) Jogos teatrais; (4) Artes visuais e produção audiovisual
Resultados Obtidos
Os espaços de acolhimento ofereceram um ambiente seguro e criativo para a expressão de sentimentos e memórias relacionadas às enchentes; Observou-se fortalecimento dos vínculos comunitários e maior cooperação entre estudantes, professores e famílias; As práticas inspiraram novas metodologias pedagógicas, que integraram cuidado emocional ao currículo escolar; Houve estímulo à criatividade, evidenciados nos produtos artísticos e audiovisuais; Emergiram estratégias coletivas de enfrentamento das situações adversas, valorizando solidariedade consolidando uma cultura de cuidado mútuo.
Contribuição Tecnológica-Social
O projeto demonstrou que a extensão universitária pode constituir-se em espaço privilegiado de reconstrução socioeducacional em contextos de crise climática, revelou o potencial da arte, da criatividade e do diálogo como mediadores do cuidado emocional e da aprendizagem. Além de contribuir para a recuperação imediata, as ações inspirarão práticas pedagógicas que permanecerão nas escolas. O caráter dialógico permitiu a troca entre universidade e comunidade oportunizando um aprendizado mútuo da comunidade escolar e dos docentes e sobretudo dos acadêmicos dos cursos da saúde e das licenciaturas