Introdução
Os alimentos são fonte essencial de energia. Entretanto, a produção de alimentos faz uso intensivo de energia, muitas vezes excedendo seu potencial energético. Além disso, o sistema alimentar atual é afligido por mútiplas vulnerabilidades e carece de resiliência e capacidade organizacional para superar as pressões que enfrenta. Isso implica que a transição para um sistema mais sustentável é urgente. Pensando nisso, este ensaio faz uma breve comparação entre as abordagens ecoeconômica e bioeconômica destacando as potencialidades de ambas as abordagens e sugerindo a combinação de potencialidades
Fundamentação e Discussão
Na busca de novas trajetórias para o desenvolvimento sustentável, diferentes modelos podem ser identificados, tais como: o paradigma da bioeconomia e o da ecoeconomia. Cada um sustenta modelos alternativos de crescimento econômico e possui suas próprias reivindicações de sustentabilidade. Ao passo que o modelo bioeconômico é impulsionado tecnologicamente, temos o desenvolvimento de uma governança reflexiva ecoeconômica baseada no local que defende formas mais enraizadas de sustentabilidade baseadas no estabelecimento de uma economia agroalimentar ecológica mais integrada.
Conclusão
Cada uma de tais abordagens contém pontos fortes que combinados podem potenciar o caminho rumo a transição para a sustentabilidade. Na abordagem bioeconômica salienta-se como ponto forte a criação de oportunidades para a agricultura multifuncional produzir novos produtos e serviços ligados a ativos e identidades locais e regionais, fortalecendo as identidades locais e regionais. Da abordagem ecoeconomica, apresenta grande potencial de capturar o valor local e regional entre os espaços urbanos e rurais o que acaba por criar novas formas de coprodução a partir de inovações e redes sociais.
Referências
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