Resumo

Título do Artigo

ALINHAMENTO ENTRE IDENTIDADE ORGANIZACIONAL E BOAS PRÁTICAS DE GOVERNANÇA: O setor de alimentos da B3 e os desafios para a sustentabilidade
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Tema

Governança e Sustentabilidade em Organizações

Autores

Nome
1 - Yana Maria Guilherme Martins Barroso
Universidade de Fortaleza - UNIFOR - Universidade de Fortaleza - UNIFOR
2 - Anna Beatriz Grangeiro Ribeiro Maia
Universidade de Fortaleza - UNIFOR - Unifor
3 - Claudio Azevedo Peixoto Junior
Universidade de Fortaleza - UNIFOR - Centro de Ciências da Comunicação e Gestão - CCG Responsável pela submissão
4 - Ana Rita Pinheiro de Freitas
Universidade de Fortaleza - UNIFOR - MESTRADO PROFISSIONAL EM ADMINISTRAÇÃO / CENTRO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO E GESTÃO

Reumo

Introdução
O estudo analisa a sinergia entre identidade organizacional e governança em empresas do setor alimentício da B3. Em um cenário de caos global, a pesquisa busca entender como o alinhamento de valores e propósito com práticas de governança robustas pode ser uma estratégia de resiliência, gerando valor e mitigando riscos. A contribuição preenche uma lacuna na literatura e oferece insights gerenciais, alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, em especial a ODS 12 de Consumo e Produção Responsáveis.
Problema de Pesquisa e Objetivo
Crises e escândalos como Enron e Americanas evidenciam a desconexão entre o propósito e as decisões empresariais. Nesse cenário de caos, a sustentabilidade e a reputação de empresas dependem do alinhamento entre sua identidade e a governança. A pesquisa se questiona: Como as práticas de governança no setor de alimentos da B3 se alinham à identidade organizacional e de que forma essa sinergia contribui para a sustentabilidade e resiliência das empresas? O estudo visa analisar essa sinergia, caracterizando o perfil de governança e verificando o alinhamento da identidade a este perfil.
Fundamentação Teórica
A fundamentação teórica aborda a evolução da governança corporativa, da Teoria da Agência à Teoria dos Stakeholders e à abordagem institucional. O estudo se aprofunda na identidade organizacional (propósito, missão, visão e valores), que atua como uma bússola ética para a empresa. A análise triangula esses conceitos para demonstrar como a identidade e os princípios do IBGC (integridade, transparência, equidade e sustentabilidade) se conectam, impulsionando a longevidade e a competitividade do negócio.
Metodologia
A pesquisa adota uma abordagem qualitativa de caráter descritivo, com coleta de dados via pesquisa documental e análise de conteúdo. A unidade de análise são quatro companhias do setor de comércio de alimentos listadas no Novo Mercado da B3, selecionadas pela alta transparência exigida. O estudo foi dividido em duas etapas: uma quantitativa para pontuar o perfil de governança das empresas e outra qualitativa para analisar a identidade organizacional. Os dados foram coletados em portais de RI, relatórios e estatutos, com triangulação dos achados com o referencial teórico.
Análise e Discussão dos Resultados
A análise revelou alta adesão às boas práticas de governança, com Assaí e Pão de Açúcar se destacando pela pontuação elevada. O Grupo Mateus apresentou algumas lacunas, como a ausência de avaliação da diretoria, indicando espaço para aprimoramento. A discussão focou no alinhamento da identidade organizacional com a governança. Os valores e propósitos declarados pelas empresas refletem-se em seus códigos de conduta e políticas, corroborando a Teoria dos Stakeholders. As práticas de governança não são formais, mas estão ligadas à essência do negócio, criando confiança e a sustentabilidade.
Considerações Finais
O estudo alcançou seu objetivo, confirmando o alinhamento entre identidade organizacional e as boas práticas de governança. As empresas demonstram alta adesão às práticas, utilizando-as como ferramenta estratégica para impulsionar a sustentabilidade. A análise reforça que a governança vai além do compliance, atuando na essência do negócio e gerando valor. A pesquisa contribui ao preencher uma lacuna no setor e oferece insights para a gestão. Limitações incluem a amostra restrita e a dependência de dados secundários. Futuros estudos podem expandir a amostra e incluir outras variáveis ESG.
Referências
DONALDSON, T.; PRESTON, L. E. The Stakeholder Theory of the Corporation: concepts, evidence, and implications. The Academy of Management Review, [s. l.], v. 20, n. 1, p. 65-91, 1995. INSTITUTO BRASILEIRO DE GOVERNANÇA CORPORATIVA. Código de Melhores Práticas de Governança Corporativa. 6. ed. São Paulo, SP: IBGC, 2023. JENSEN, M. C; MECKLING, W. H. Theory of the firm: managerial behaviour, agency costs and ownership structure. Journal of Financial Economics, Amsterdam, v. 3, n. 4, p. 305-360, 1976.