Resumo

Título do Artigo

A participação feminina nas empresas listadas no ISE da B3 em 2023
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Tema

Responsabilidade Social Corporativa

Autores

Nome
1 - JENNIE DOS SANTOS BISERRA DE ALBUQUERQUE
Universidade Federal do Ceará - UFC - Faculdade de Economia, Administração, Atuária e Contabilidade - FEAAC Responsável pela submissão
2 - CELIA MARIA BRAGA CARNEIRO
Universidade Federal do Ceará - FEAAC

Reumo

Introdução
A participação feminina no mercado de trabalho é resultado de avanços históricos, mas ainda é marcada por grandes desigualdades agravadas por fatores de sexo, raça, escolaridade e classe social. No Brasil, as mulheres representam 52,8% da força de trabalho (MTE, 2025). A empregabilidade feminina nas empresas está na dimensão social do Desenvolvimento Sustentável, e é essencial para a Responsabilidade Social e a Sustentabilidade. As empresas listadas no ISE, na B3, em 2023, adotaram os indicadores da Global Reporting Initiative (GRI), para elaborar o Relatório de Sustentabilidade.
Problema de Pesquisa e Objetivo
Problema: Qual o perfil dos indicadores de empregabilidade feminina da GRI nas empresas listadas no ISE, da B3, em 2023? Objetivo geral: Analisar a participação feminina nas empresas listadas no ISE, da B3, em 2023. Objetivos específicos: 1) Analisar os indicadores da GRI: número total de empregados e rotatividade de empregados por sexo, nos setores listados no ISE, da B3, em 2023; e 2) Analisar os indicadores da GRI: número total de empregados e rotatividade de empregados por sexo, nas empresas listadas no ISE, da B3, em 2023.
Fundamentação Teórica
A luta feminina por igualdade acompanha a História da humanidade, marcada por exclusões e resistências (Faria, 2008). Apesar dos avanços em educação, a mulher ainda tem desafios no exercício de cargos de confiança, remuneração e na participação política. A desigualdade é agravada pela interseccionalidade de raça e classe, com mulheres negras mais expostas à informalidade e aos baixos salários levando à vulnerabilidade. O ambiente empresarial no Brasil confirma esta realidade.
Metodologia
A pesquisa é documental e descritiva, com abordagem quantitativa e qualitativa (Gil, 2019). Delineamentos de revisão bibliográfica histórica e pesquisa documental em Relatórios Integrados (GRI) de 78 empresas listadas no ISE da B3, em 2023. A coleta de dados foi na Dimensão Social, nos indicadores: mulheres contratadas, desligamentos e rotatividade. Os setores estudados foram: Bens Industriais, Consumo Cíclico, Consumo Não Cíclico, Saúde, Comunicações, Financeiro, Materiais Básicos, Petróleo, Gás e Biocombustíveis, Utilidade Pública. A análise de dados utilizou a técnica de análise descritiva.
Análise e Discussão dos Resultados
Os resultados revelaram forte heterogeneidade setorial. Saúde e Educação superaram 50% de participação feminina, mas ainda enfrentam desafios de retenção. Setores como Bens Industriais, Materiais Básicos e Petróleo apresentaram baixa presença feminina (23%) e rotatividade mais alta (32,9 %). No âmbito das empresas, Rede D’Or e Raia Drogasil contrataram mais de 38 mil mulheres, enquanto a C&A registrou 61% de rotatividade feminina. A análise confirma que práticas de gestão de pessoas e perfil ocupacional influenciam diretamente a empregabilidade feminina.
Considerações Finais
O estudo mostrou que a empregabilidade feminina no ISE, na B3, em 2023 é marcada por contrastes setoriais. Os setores com menor nível de empregabilidade feminina foram: Bens Industriais, Materiais Básicos, Petróleo, Gás e Biocombustíveis e Utilidade Pública. E, as empresas: Usiminas, SLC Agrícola, Ambev, Minerva, Cosan, Enauta e Vibra. O padrão é claro: indústrias pesadas, agrícolas e de energia são as que menos empregam mulheres. Conclui-se que a equidade de gênero é um desafio estrutural, e deve ser tratada como estratégia de inovação, competitividade e sustentabilidade.
Referências
FARIA, N. Por onde passa a história da luta das mulheres. In: Congresso da Juventude do PT, 1, 2008, São Paulo. Anais [...]. São Paulo, 2008. p. 9-12. Disponível em: . Acesso em: 23 set. 2024. GIL, A. C.; Como elaborar projetos de pesquisa/Antônio Carlos Gil. - 4. ed. - São Paulo. Atlas, 2019. MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO (MTE). Boletim mulheres no mercado de trabalho. Brasília: MTE, mar. 2025. Disponível em: . Acesso em: 19 set. 2025.