Resumo

Título do Artigo

Mapeamento do ESG pela perspectiva da regulamentação em âmbito global: uma análise bibliométrica
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Tema

Políticas Públicas para a Sustentabilidade

Autores

Nome
1 - Tales Siqueira da Cruz
Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais - Campus X - Campus Nova Gameleira Responsável pela submissão
2 - Lucélia Viviane Vaz Raad
-

Reumo

Introdução
A frequente publicação de relatórios de sustentabilidade e resultados ESG (Environmental, Social and Governance) pelas organizações ocorre, muito em parte, pelas necessidades regulamentares e pressões políticas, governamentais, midiáticas e populares. No entanto, há de se questionar a qualidade dos dados disponibilizados pelas companhias e sua correspondência com os indicadores reais. Nesse sentido, torna-se relevante a análise da relação entre o ESG e a regulamentação competente à temática.
Problema de Pesquisa e Objetivo
Tendo em vista a importância de compreender a temática ESG e os aspectos regulamentares, o presente artigo buscou responder à seguinte questão: como se encontra a temática ESG e suas especificidades do ponto de vista da regulamentação? Nesse contexto, considerando a relevância do tema, o objetivo principal da presente pesquisa é analisar a representatividade do termo ESG e suas variantes, considerando sua conexão com os temas que englobam a regulamentação, a partir da produção científica indexada em uma base de dados.
Fundamentação Teórica
O termo ESG trata-se de uma sigla inglesa para as palavras originais: Environment, Social and Governance. Em tradução para o português, abrange as áreas ambiental, social e de governança (COMPACT, UN Global, 2004). Com a introdução da Agenda 2030 e seus 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), tornou-se necessário o alinhamento das práticas ESG nas empresas com o escopo da Agenda 2030, como forma de viabilizar a gestão responsável (BELINKY, 2021). Por sua vez, a regulamentação principia e estabelece documentações, padrões e definição de leis sobre o tema (NETO; MARCHESIN, 2023).
Metodologia
A metodologia da pesquisa, quali-quantitativa, consiste em uma análise bibliométrica com a extração de dados com os quais foi possível relacionar os principais autores, países e instituições pesquisadoras do tema, além de verificar os assuntos predominantes em seu conteúdo. Desse modo, utilizou artigos da base de dados Web of Science, o software de análise de publicações VOSViewer e o bloco de notas inteligente NotebookLM, para auxílio na organização dos documentos analisados. Com essas ferramentas, foram gerados gráficos, visuais e avaliações dos principais objetivos e resultados das obras.
Análise e Discussão dos Resultados
Como resultado, foram encontrados 232 artigos aderentes à proposta, predominantemente estrangeiros. Conclui-se haver distinção entre as práticas regulamentares ESG entre os países e a existência de normas rígidas e suaves, que podem coexistir em um mesmo ambiente regulatório. Verificou-se ampla presença de resultados positivos associados à regulamentação, embora também sejam relatados resultados negativos, muito em parte associados ao greenwashing.
Considerações Finais
A pesquisa cumpre seu objetivo ao expor a conjuntura do tema e sugere a geração de novas bibliometrias a partir do estudo, com a comparação entre o ESG e outras áreas além da regulamentação. O trabalho também encontra haver necessidade da formação de mais políticas públicas ligadas ao conceito da norma rígida, de forma a tornar os objetivos ESG aderentes às práticas organizacionais e assegurar que essas práticas sejam de fato cumpridas.
Referências
BELINKY, Aron. Seu ESG é sustentável?. GV-EXECUTIVO, v. 20, n. 4, 2021. COMPACT, UN Global. Who cares wins: Connecting financial markets to a changing world. New York, 2004. NETO, WG; MARCHESIN, A. Climate litigance - The Shell case. Quaestio Iuris, v. 16, n. 2, p. 1200–1220, 2023.