Resumo

Título do Artigo

O IMPACTO DA GOVERNANÇA CORPORATIVA NAS DECISÕES DE FINANCIAMENTO: UMA ANÁLISE EMPÍRICA NAS EMPRESAS LISTADAS NA B3
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Tema

Governança e Sustentabilidade em Organizações

Autores

Nome
1 - Rydja Mirelly de Moura Chaves
Universidade Federal Rural do Semiárido - UFERSA - UFERSA Responsável pela submissão
2 - Érica Freire da SIlva
Universidade Federal Rural do Semiárido - UFERSA - Campus Mossoró
3 - Elaine Maelly Cunha De Lima
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4 - Alexsandro Gonçalves da Silva Prado
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Reumo

Introdução
A Governança Corporativa (GC) tem sido amplamente estudada por alinhar objetivos e mitigar conflitos entre gestores e acionistas (Olsson; Kruger, 2021; Martucheli, 2023). Estudos apontam causalidade bidirecional entre GC e estrutura de capital (Silveira; Perobelli; Barros, 2008), influenciando alavancagem e desempenho (Vieira et al., 2011; Martucheli, 2023). Este estudo analisa 103 empresas da B3 (2004-2024), testando se melhores práticas de GC reduzem endividamento, via regressão quantílica.
Problema de Pesquisa e Objetivo
O estudo busca responder se empresas com melhores práticas de Governança Corporativa apresentam menor proporção de dívida em sua estrutura de capital. O objetivo é mensurar a relação entre GC e endividamento, analisando se maiores scores de governança estão associados a menor alavancagem financeira. Espera-se que práticas de GC positivas favoreçam relações econômicas, oportunidades de financiamento e uma estrutura de capital mais eficiente.
Fundamentação Teórica
A Governança Corporativa (GC) reúne práticas que direcionam organizações, gerando valor sustentável e facilitando acesso ao capital (IBGC, 2023; Silva, 2023). As pontuações ESG da LSEG (2025) avaliam, de 0 a 100, desempenho ambiental, social e de governança. A estrutura de capital combina recursos próprios e de terceiros (Ross et al., 2007). Estudos mostram que a GC influencia a alavancagem financeira (Silveira; Perobelli; Barros, 2008; Ripamonti; Kayo, 2016), sendo determinante nas escolhas de financiamento.
Metodologia
O estudo é descritivo e quantitativo (Merriam; Tisdell, 2016), analisando 103 empresas listadas na B3 entre 2004-2024. Dados financeiros foram obtidos na Economática e scores de Governança na LSEG Data & Analytics. Para mensurar a relação entre GC e alavancagem, utilizou-se regressão quantílica, escolhida frente à heterocedasticidade e outliers identificados no modelo OLS. Testaram-se hipóteses sobre a influência da GC no endividamento em diferentes níveis de alavancagem.
Análise e Discussão dos Resultados
Os resultados mostram que a Governança Corporativa é significativa apenas no quantil 0,25 (B = 0,0105; p < 0,01), indicando efeito positivo em empresas com baixa alavancagem. Nos quantis 0,5 e 0,75 não houve significância (p > 0,10), sugerindo que a influência da GC depende do nível de endividamento. Esses achados reforçam Ripamonti e Kayo (2016) e Jensen e Meckling (1976), apontando a GC como mecanismo que pode reduzir conflitos de agência e apoiar uma estrutura de capital mais eficiente.
Considerações Finais
O estudo revela que a Governança Corporativa impacta a alavancagem apenas em empresas com baixo endividamento, reforçando seu papel na construção de estruturas de capital equilibradas e na confiança de investidores e credores (Silveira; Parobelli; Barros, 2008). A GC consolida-se como elemento estratégico para transparência e gestão financeira sustentável (Edwards; Soares Lima, 2013). Recomenda-se ampliar variáveis e modelos em pesquisas futuras, aprofundando sua relação com estrutura de capital.
Referências
OLSSON, G.; KRUGER, S. D. Governança corporativa e externalidades: perspectivas sobre a agenda 2030. Revista Eletrônica do Curso de Direito, Santa Maria, v. 16, n. 2, p. 1–36, 2021. DOI: <10.5902/1981369439752>. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/revistadireito/article/view/39752/46031. Acesso em: 16 mai. 2025. As demais estão descritas no documento do artigo.