Resumo

Título do Artigo

Da Pressão Ambiental à Vantagem Competitiva: Condutores e Estratégias de Ecoinovação no Setor Moveleiro
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Tema

Estratégia para a Sustentabilidade

Autores

Nome
1 - Delcio Pereira
Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina Responsável pela submissão

Reumo

Introdução
A crescente pressão ambiental e competitiva exige que empresas industriais incorporem a sustentabilidade como vetor estratégico. O setor moveleiro, tradicional e relevante na economia brasileira, enfrenta desafios relacionados ao uso intensivo de recursos naturais e à necessidade de diferenciação no mercado. O estudo explora condutores internos, externos e de integração que influenciam o desempenho da ecoinovação, identificando sua relevância para estratégias reativas e proativas, contribuindo à teoria da inovação sustentável.
Problema de Pesquisa e Objetivo
Embora demandas ambientais crescentes influenciem a gestão empresarial, há lacunas quanto à compreensão de como condutores internos e externos impactam o desempenho e as estratégias de ecoinovação. O estudo busca responder: quais as relações entre esses condutores e o desempenho da ecoinovação em empresas moveleiras da Região Sul do Brasil? Objetiva estabelecer tais relações e verificar a influência de variáveis intervenientes, como porte, idade e mercado.
Fundamentação Teórica
A pesquisa baseia-se em referenciais sobre ecoinovação (Fussler & James, 1996; Rennings, 1998; Kemp & Pearson, 2007), condutores internos e externos (Carrillo-Hermosilla et al., 2009; Cai & Zhou, 2014), e estratégias ambientais (Aragón-Correa, 1998; Buysse & Verbeke, 2003). Considera ainda a capacidade de integração como mediadora do desempenho inovador (Teece, 2007). Ao dialogar com lacunas identificadas em países em desenvolvimento, contribui para o avanço da teoria da inovação sustentável.
Metodologia
A pesquisa adota abordagem quantitativa, com survey aplicado a 124 empresas moveleiras da Região Sul do Brasil. O instrumento foi questionário autoadministrado, permitindo coleta transversal de dados. As análises incluíram estatística descritiva, testes de correlação, regressão múltipla e análise de clusters, que possibilitaram classificar as organizações segundo suas estratégias de ecoinovação (ofensivas, defensivas e tradicionais), validando hipóteses formuladas a partir da literatura especializada.
Análise e Discussão dos Resultados
Os resultados demonstram que a ecoinovação decorre da combinação de condutores internos e externos, mediados pela capacidade de integração. Identificou-se correlação positiva com o desempenho ambiental, econômico e de imagem empresarial. A análise de clusters revelou três perfis estratégicos: ofensivo, defensivo e tradicional. Variáveis intervenientes, como porte e mercado de atuação, modulam a intensidade das associações, evidenciando que a maturidade organizacional influencia a adoção de estratégias proativas.
Considerações Finais
O estudo contribui para a compreensão de como condutores internos, externos e de integração potencializam o desempenho e definem estratégias de ecoinovação. Destaca implicações teóricas ao ampliar a teoria da inovação sustentável e práticas ao oferecer subsídios para políticas setoriais e empresariais no setor moveleiro. Reforça a necessidade de articular capacidades organizacionais e regulatórias para viabilizar estratégias proativas, alinhadas às demandas ambientais e de mercado.
Referências
ARAGÓN-CORREA, J. A. Strategic proactivity and firm approach to the natural environment. Academy of Management Journal, 1998. CARRILLO-HERMOSILLA, J.; GONZÁLEZ, P.; KÖNNÖLÄ, T. Eco-innovation. Palgrave, 2009. FUSSLER, C.; JAMES, P. Driving eco-innovation. Pitman, 1996. KEMP, R.; PEARSON, P. Final report MEI project. EC, 2007. RENNINGS, K. Redefining innovation. Ecological Economics, 1998.