Resumo

Título do Artigo

REPRESENTAÇÃO DO AUTISMO NA MÍDIA: REVISÃO INTEGRATIVA
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Tema

Comunicação, Indicadores e Modelos de Mensuração da Sustentabilidade

Autores

Nome
1 - Tais Pasquotto Andreoli
Universidade Federal de São Paulo-Unifesp - EPPEN Responsável pela submissão
2 - JÉSSICA MONTEIRO LESSA
-
3 - Kumiko Kissimoto
Universidade Federal de São Paulo-Unifesp - Escola Paulista de Política, Economia e Negócios - EPPEN/Osasco

Reumo

Introdução
A temática do TEA (Transtorno do Espectro Autista) tem sido cada vez mais objeto de discussão da mídia nos mais variados canais de comunicação. A mídia desempenha um papel crucial na formação de percepções públicas e na disseminação de informações sobre o autismo, influenciando tanto a compreensão quanto às atitudes da sociedade em relação às pessoas autistas. No entanto, apesar de um aumento da presença do tema na mídia, a forma como o autismo é retratado muitas vezes pode ser estereotipada, simplificada ou até mesmo errônea, contribuindo para a perpetuação de mitos e preconceitos.
Problema de Pesquisa e Objetivo
O trabalho tem como objetivo levantar e analisar a produção acadêmica relacionada à temática da representação do autismo na mídia a fim de realizar uma apreciação crítica do estado da arte sob a ótica da comunicação contraintuitiva,
Fundamentação Teórica
A forma como o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é representado na mídia tem efeitos diretos na construção social de sentidos sobre o autismo. A mídia, ao selecionar determinados aspectos para retratar esse grupo, contribui para sua visibilidade, mas também pode reforçar estigmas, estereótipos ou invisibilizações. Dentre os tipos de representações, destacam-se: estigmatizantes e capacitistas; estereotipadas; sensacionalistas e dramáticas; e mais autênticas e diversificadas.
Metodologia
A revisão integrativa da literatura foi realizada a partir de um levantamento bibliométrico com uma análise crítica das publicações acadêmicas para verificar o estado da arte da produção acadêmica referente a representação do autismo no contexto da comunicação. O processo de busca foi realizado no mês de fevereiro de 2025, em que as palavras autismo ou autista foram associadas as palavras comunicação, marketing, publicidade ou mídia, além de comunicação contraintuitiva. As bases de dados utilizadas para a busca foram Portal Capes, Scielo, Proquest, Scopus e ResearchGate.
Análise e Discussão dos Resultados
A produção acadêmica concernente é relativamente recente, com progressiva atenção. O caráter dos estudos é marcadamente exploratório e descritivo, com foco na análise crítica das representações do autismo nos meios de comunicação e na compreensão das percepções em torno dessas narrativas. Destacou-se um cenário preocupante em relação a essa representação, ainda majoritamente centrado em abordagens estigmatizantes e capacitistas ou estereotipadas, revelando a tendência à reprodução de discursos excludentes e negativos.
Considerações Finais
Argumenta-se o impacto negativo de imagens estereotipadas, simplificadas ou sensacionalistas no imaginário social sobre o TEA, reforçando mitos e impedindo a compreensão da complexidade da neurodiversidade. A presença significativa dessas abordagens negativas revela que o discurso midiático ou social sobre o autismo ainda é majoritariamente problemático e pouco sensível às reais experiências e diversidade da condição, limitando a compreensão pública sobre o autismo, reforçando preconceitos e contribuindo para a manutenção de barreiras sociais e simbólicas enfrentadas por pessoas autistas.
Referências
BURY, S. M. et al. Representation of autism in fictional media: a systematic review of media content and its impact on viewer knowledge and understanding of autism. Autism, v. 27, n. 6, p. 1503–1517, 2023. CARVALHO, Lucrécia. O autismo na publicidade: como campanhas de publicidade têm falado sobre transtornos do espectro do autismo?, 2022. CHOW, R.; HAYAKAWA, J. Diverse representations of autism in media: a content analysis of current portrayals and implications for public understanding. Current Psychology, v. 43, p. 1846–1862, 2022.