Resumo

Título do Artigo

Educação para a sustentabilidade como ferramenta para promover a aceitação pública de plantas cultivadas com lodo de esgoto
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Tema

Gestão Ambiental

Autores

Nome
1 - Santuza Silverio Hermes Dias
Universidade do Sul de Santa Catarina - Unisul - Programa de Pós Graduação em Administração Responsável pela submissão
2 - Anelise Leal Vieira Cubas
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Reumo

Introdução
O lodo de esgoto, material produzido após o tratamento do esgoto sanitário, segundo o SINIR em 2020, 64% foi destinado a aterros sanitários e 12% a lixões ou aterros controlados. Uma alternativa adequada de destino para esse resíduo é o uso agrícola, pois o lodo de esgoto é um material que possui nutrientes essenciais para o desenvolvimento de plantas e enriquecimento do solo, e a educação para a sustentabilidade busca contribuir para aproximar o uso do lodo de esgoto a produtores de ornamentais de Santa Catarina.
Problema de Pesquisa e Objetivo
A utilização de lodo de esgoto como substrato para o cultivo de plantas pode passar por alguma resistência cultural, pois não é senso comum que o lodo de esgoto possui uma regulamentação para seu uso agrícola de forma segura, a Resolução nº 498/2020 (BRASIL, 2020). Este trabalho teve como objetivo verificar se os produtores de ornamentais conhecem o lodo de esgoto e como um processo de educação ambiental pode auxiliar na aceitação desse material pelos produtores de ornamentais do Estado de Santa Catarina.
Fundamentação Teórica
Santa Catarina é o maior polo de produção de plantas ornamentais do país (OLIVEIRA et al., 2021). A produção dessas plantas tem como principais fatores de custo a logística e o custo de aquisição de substratos (IEA, 2020). Por outro lado, o lodo de esgoto é um material produzido em grande quantidade com potencial para uso como substrato para essas ornamentais. Assim, a Educação para a sustentabilidade mostra-se como uma das ferramentas frente aos problemas ambientais e é exatamente por isso que sua prática se faz tão importante, a fim de solucionar as questões relativas ao acúmulo de resíduos
Metodologia
A pesquisa foi realizada através da aplicação de questionários a produtores de ornamentais associados a APROESC - Associação de Produtores de Plantas Ornamentais de Santa Catarina com a técnica da entrevista semiestruturada. As perguntas envolveram diversas questões como insumos utilizados, a realização de cursos e se conheciam o lodo de esgoto.
Análise e Discussão dos Resultados
Os insumos utilizados pelos produtores podem ser incorporados ao lodo de esgoto, reduzindo o custo de produção. Os produtores não conheciam a utilidade agrícola do lodo, assim, um trabalho de educação para a sustentabilidade pode ser utilizado como ferramenta para que esse material seja incorporado na produção de ornamentais. Eles sinalizaram que aceitariam testar o lodo desde que fosse oferecido uma assessoria. A integração entre empresas de saneamento e extensão rural pode gerar uma rede de conhecimento fundamentada na educação para a sustentabilidade capaz de repassar técnicas de produção.
Considerações Finais
A educação para a sustentabilidade busca qualificar e conscientizar a sociedade sobre a importância da conservação e preservação dos recursos, permitindo que se compreenda como o uso de um material que atualmente se configura como passivo ambiental pode trazer benefícios para a sociedade. Pode-se gerar um processo em que indivíduo e sociedade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, entre outros aspectos que contribuiriam para uma maior divulgação e conhecimento deste material pouco valorizado pela população em geral.
Referências
BRASIL. Resolução nº 498 de 19 de agosto de 2020. Define critérios e procedimentos para produção e aplicação de biossólido em solos, e dá outras providências. Brasília, 2020. IEA. Custos de produção de flores e plantas ornamentais no Estado de São Paulo. São Paulo, 2020. OLIVEIRA, et al. A cadeia produtiva de flores e plantas ornamentais no Brasil: uma revisão sobre o seguimento. Revista de Sustentabilidade e empreendedorismo, v., 6, n.2, mar-abr-2021. SINIR - Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos. Disponível em: . Acesso em: 01 jun. 2025.