Resumo

Título do Artigo

A adoção da Governança Corporativa pelas Pequenas e Médias Empresas localizadas no APL de confecções de Pernambuco e sua influência na Captação de recursos externos
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Tema

Governança e Sustentabilidade em Organizações

Autores

Nome
1 - Raquel Souza Ramos
Centro Universitário UniFavip - Caruaru Responsável pela submissão
2 - Kliver LAMARTHINE ALVES CONFESSOR
UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE - PPGA
3 - LUANA DE OLIVEIRA ALVES
Universidade Federal do Piauí - UFPI - CAFS
4 - Alex de Oliveira Serafim
Centro Universitário UniFavip - Unifavip Wyden

Reumo

Introdução
O IBGC lançou, no ano de 2014, o Caderno de Boas Práticas de Governança Corporativa para empresas de Capital Fechado. A empresa que adota as práticas de governança reforça também a confiança dos financiadores e facilita o acesso a recursos financeiros, além de desfrutarem positivamente sua marca, imagem e outros intangíveis empresariais, produzindo valor em longo prazo à organização. Embora trate-se de um manual endereçado às sociedades limitadas, com as devidas alterações e adaptações, pode ser um guia também para as PMEs.
Problema de Pesquisa e Objetivo
“Quais os mecanismos de governança corporativa são adotados pelas pequenas e médias empresas localizadas nas principais cidades que formam o APL de confecções na captação de recursos externos?” Objetivo: identificar os mecanismos de governança corporativa adotados pelas pequenas e médias empresas localizadas nas principais cidades que formam o APL de confecções na captação de recursos externos.
Fundamentação Teórica
A maior transparência poderia ser um meio de reduzir os problemas da agência, pois quando os proprietários divulgam mais informações sobre seus negócios, os credores entendem que a empresa presa pela transparência e, assim, podem desfrutar também de uma dívida menos onerosa (DUNNE & MCBRAYER, 2019). Caneghem e Campenhout (2012), identificaram que o impacto da transparência na estrutura de capital das PMEs, está positivamente relacionada à alavancagem das PMEs.
Metodologia
A pesquisa é de cunho descritiva (GIL, 2008). A amostra foi composta por 102 PMEs cadastradas na Receita Federal do Brasil pertencentes às cidades de Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe e Toritama, que compõem o APL de confecções do Agreste de Pernambuco. Para atingir o objetivo principal deste estudo, os dados coletados foram tabulados e tratados no Excel e analisados mediante estatística descritiva e inferencial, por meio de uma Análise Fatorial Exploratória (AFE).
Análise e Discussão dos Resultados
Os resultados da Análise Fatorial (AF) gerou para o grupo de assertivas sobre a transparência, a prestação de contas e o conselho administrativo/familiar, mecanismos referentes à governança adotada pelas empresas pesquisadas. Na análise fatorial executada houve a divisão dos 3 mecanismos de governança em 5 fatores, agrupando ao todo 22 assertivas. O modelo gerado pela AF, para as assertivas que tratam da governança corporativa, conseguiu explicar aproximadamente 64% (variância total acumulada) dos dados originais, indicando assim uma boa estrutura de relacionamento entre as 22 assertivas.
Considerações Finais
Os resultados encontrados no modelo gerado pela Análise Fatorial conseguiu explicar aproximadamente 64% (variância total acumulada) dos dados originais, indicando assim uma boa estrutura de relacionamento entre as 22 assertivas do grupo. Os resultados também demonstraram indícios da adoção das práticas de governança pelas pequenas e médias empresas, especialmente quando buscam financiamento externo, pois se mostraram relevantes na ótica dos gestores bancários.
Referências
CANEGHEM, T. V.; CAMPENHOUT, G. V. Quantity and quality of information and SME financial structure. Small Business Economics, v. 39, n. 2, p. 341-358, 2012. DUNNE, T. C., MCBRAYER, G. A. In the interest of small business’ cost of debt: A matter of CSR disclosure. Journal of Small Business Strategy, v.29, n.2, p.58-71, 2019. HANDLEY, K & MOLLOY, C. SME Corporate Governance: A Literature Review of Informal Mechanisms for Governance, Meditari Accountancy Research, v.30, n. 7, p. 310-333, 2022.