Resumo

Título do Artigo

Impacto da participação feminina no conselho de administração no desempenho ESG das empresas listadas na B3
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Tema

Governança e Sustentabilidade em Organizações

Autores

Nome
1 - Andreza Tainá de Sá soares
Universidade Federal Rural do Semiárido - UFERSA - uern Responsável pela submissão
2 - Rhayna Alves Oliveira
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3 - Tales Diogo Maia Morais
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Reumo

Introdução
A adoção de práticas ESG (ambiental, social e governança) consolidou-se como fator estratégico para empresas de capital aberto, contribuindo para sua competitividade e sustentabilidade. Nesse contexto, os conselhos de administração desempenham papel central, e a diversidade de gênero, em especial a participação feminina, emerge como elemento relevante para a qualidade das decisões.
Problema de Pesquisa e Objetivo
Diante do exposto, formula-se a seguinte questão de pesquisa: Quais estratégias ESG, com foco na diversidade de gênero, vêm sendo implementadas pelas empresas de capital aberto no Brasil, e de que forma a participação feminina nos conselhos de administração influencia esse processo? O objetivo da pesquisa foi investigar as estratégias ESG relacionadas à diversidade de gênero implementadas por empresas brasileiras de capital aberto e analisar a influência da participação feminina nos conselhos de administração sobre o desempenho ESG.
Fundamentação Teórica
Estudos apontam correlação positiva entre diversidade de gênero e práticas sustentáveis. Degenhart et al. (2024) evidenciam maior transparência em conselhos diversos; Ferreira et al. (2023) identificam alinhamento mais efetivo às demandas dos stakeholders; e Forte, Silva e Abreu (2020) destacam que a diversidade fortalece a evidenciação socioambiental. Esses achados sugerem que a presença feminina extrapola o aspecto social, configurando-se como diferencial competitivo e de governança.
Metodologia
A pesquisa foi descritiva, de abordagem qualitativa e quantitativa. A amostra incluiu companhias listadas na B3 que divulgaram relatórios anuais, integrados ou de sustentabilidade (2021–2024). A coleta ocorreu por meio de análise documental, utilizando o método de análise de conteúdo (Bardin, 2016). Foram aplicadas estatísticas descritivas e testes de regressão para verificar a relação entre participação feminina e desempenho ESG.
Análise e Discussão dos Resultados
Os resultados indicaram que empresas com maior participação feminina nos conselhos apresentaram: (i) maior transparência e qualidade informacional; (ii) redução de riscos de mercado e financeiros; (iii) práticas sociais e ambientais mais consistentes. Esses achados confirmam a hipótese de que a diversidade de gênero potencializa a governança corporativa e fortalece o desempenho ESG.
Considerações Finais
Conselhos de administração mais diversos impactam positivamente o desempenho ESG, promovendo maior legitimidade, inovação e sustentabilidade. O estudo reforça a relevância da participação feminina como alavanca para práticas empresariais inclusivas e transparentes, em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Referências
ASSAYAG, Suzanna E.; DE LIMA ELIAS, Leila Márcia Sousa. Conselho de Administração e Diversidade de Gênero: a Governança Corporativa nas Estatais da Amazônia. Ciência & Trópico, v. 48, n. 1, 2024. BANSAL, Pratima. Evolving sustainably: A longitudinal study of corporate sustainable development. Strategic management journal, v. 26, n. 3, p. 197-218, 2005. CARVALHO, José Ribamar Marques et al. Environmental, social and governance (ESG) e desempenho financeiro no setor de construção civil: um panorama da produção científica internacional. Cuadernos de Educación y Desarrollo, v. 16, n. 4, p. e39