Introdução
O milho safrinha é uma das principais culturas do agronegócio brasileiro, essencial para segurança alimentar, ração animal e etanol. Em Rondônia, especialmente em Cacoal, surge como alternativa promissora aos pequenos produtores. A Integração Lavoura-Pecuária (iLP) é apontada como estratégia inovadora, unindo ganhos produtivos e ambientais, favorecendo recuperação do solo e geração de renda (Sousa et al., 2022; Zimmer et al., 2019), além de ampliar a competitividade e a sustentabilidade regional.
Problema de Pesquisa e Objetivo
Apesar da relevância do milho safrinha, sua adoção em iLP exige comprovação de retorno econômico. O problema central é: a atividade garante rentabilidade sustentável em pequenas propriedades amazônicas? O objetivo é avaliar a viabilidade econômico-financeira do cultivo. O sistema iLP, ao recuperar áreas degradadas e usar terras improdutivas, reduz a pressão por novos desmatamentos, fortalecendo a sustentabilidade (Zimmer et al., 2019; Sousa et al., 2022).
Fundamentação Teórica
A literatura aponta o milho safrinha como pilar do agronegócio brasileiro, responsável por 80% da produção nacional (CONAB, 2025). O sistema iLP promove recuperação de áreas, sequestro de carbono e estabilidade financeira (Sousa et al., 2022; Zimmer et al., 2019). Indicadores como DRE, VPL, TIR, B/C e Margem de Contribuição são ferramentas centrais para mensurar a viabilidade de empreendimentos agropecuários e orientar decisões estratégicas.
Metodologia
Realizou-se estudo de caso em pequena propriedade de Cacoal-RO, adotando iLP com soja, milho e braquiária. A pesquisa utilizou dados primários (planilhas de produção, notas fiscais, observação em campo) e secundários (CONAB, Emater, literatura). Os custos foram apurados conforme Matsunaga et al. (1976). Aplicaram-se indicadores econômicos (MC, RL, PE) e financeiros (VPL, TIR, Payback), triangulando informações para maior confiabilidade dos resultados.
Análise e Discussão dos Resultados
A produtividade foi de 94 sc/ha, superior às médias estadual e regional. O custo total alcançou R$ 4.345,81/ha, com CTme de R$ 46,23/sc. Receita bruta foi R$ 6.833,80/ha e lucro líquido R$ 2.487,99/ha. Indicadores reforçam atratividade: MC de 46,87%, B/C de 1,73, VPL positivo de R$ 2.570,12/ha, TIR de 23,04% e Payback de 3 meses e 16 dias. O sistema mostrou resiliência e margens de segurança, confirmando potencial competitivo e sustentável.
Considerações Finais
O milho safrinha em iLP demonstrou viabilidade econômico-financeira em Cacoal-RO, com desempenho acima das médias regionais. Indicadores confirmaram rentabilidade e rápida recuperação do capital investido. A integração fortalece a sustentabilidade produtiva e financeira, consolidando-se como estratégia promissora para pequenos produtores amazônicos. Recomenda-se manutenção de práticas de manejo eficientes e políticas públicas que incentivem a adoção do sistema.
Referências
ZIMMER, A. H. et al. Sistemas ILPF e transferência de tecnologia nos estados do Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo. Brasília: Embrapa, 2019.
SOUSA, M. P. et al. Sistemas de Integração Lavoura, Pecuária e Floresta. Brazilian Journal of Science, v. 1, n. 10, p. 53–63, 2022.
GUIDUCCI, R. S. de C. et al. Gestão do agronegócio: análise de investimento e financiamento. São Paulo: Atlas, 2012.
GITMAN, L. J. Princípios de administração financeira. São Paulo: Pearson, 2004.