Resumo

Título do Artigo

A NECESSIDADE DE ORGANIZAÇÃO COLETIVA ENTRE MOTORISTAS UBERIZADOS: UMA ANÁLISE A PARTIR DA MÍDIA CINZENTA
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Tema

Responsabilidade Social Corporativa

Autores

Nome
1 - Rafael Grillanda Bezerra
Universidade Federal de Rondonópolis - UFR - Faculdade de Ciências Aplicadas e Políticas - FACAP
2 - Marcos Vinícius Ferreira Lacoeva
Universidade Federal de Rondonópolis - UFR - Universidade Federal de Rondonópolis
3 - Beatriz Santos Rodrigues
Universidade Federal de Rondonopolis - Administração
4 - Mylena Neres Nunes
Universidade Federal de Rondonópolis - UFR - FACAP Responsável pela submissão
5 - Thiago Fernandes
Universidade Federal de Rondonópolis - UFR - Faculdade de Ciências Aplicadas e Políticas (FACAP)

Reumo

Introdução
A uberização do trabalho tem transformado intensamente as relações laborais, marcada pela intermediação de plataformas digitais que prometem autonomia e flexibilidade, mas ocultam a precarização. Nesse modelo, o controle é exercido por algoritmos que substituem o chefe tradicional, submetendo os trabalhadores a uma vigilância constante e a ritmos de trabalho intensos, amparados pela dependência de avaliações e metas de desempenho.
Problema de Pesquisa e Objetivo
Esse cenário amplifica desigualdades e transfere riscos econômicos e sociais para os trabalhadores, que enfrentam instabilidade, longas jornadas e ausência de proteção. A falta de regulamentação agrava a exploração, tornando necessário repensar a organização e o controle do trabalho. Diante disso, a pesquisa busca analisar os fatores que impulsionam organizações coletivas de motoristas uberizados, tomando como base recortes jornalísticos produzidos entre 2018 e 2025.
Fundamentação Teórica
A sociedade capitalista estrutura o trabalho em torno do conflito entre capital e força produtiva, em que a busca por lucro gera exploração e precarização. Jornadas extenuantes, ausência de seguridade e rendas voláteis marcam historicamente essa dinâmica, que no Brasil se intensifica com a uberização, impulsionada pela crise econômica, informalidade e pandemia. As plataformas intermediam serviços com base em algoritmos, que controlam ritmo, desempenho e comportamento, gerando sensação ilusória de liberdade, mas impondo vulnerabilidade e dominação.
Metodologia
A pesquisa é qualitativa, voltada à compreensão e descrição científica de fenômenos. A coleta de dados, realizada em março de 2025, considerou artigos jornalísticos publicados a partir de 2018, obtidos em três etapas: identificação de fontes confiáveis, seleção de conteúdos com palavras-chave relacionadas à uberização e organização cronológica do material. A análise foi feita com apoio do Voyant e Excel, culminando em leitura criteriosa dos textos, sistematização das informações e construção de uma nuvem de palavras para visualização dos resultados.
Análise e Discussão dos Resultados
A análise dos recortes revelou, por meio da nuvem de palavras, a centralidade de termos como “precarização”, “condições”, “exploração” e “plataformas”, refletindo a degradação laboral e o controle exercido pelas empresas digitais. A recorrência de “direitos”, “regulamentação”, “movimentos” e “sindicatos” aponta para as respostas coletivas e demandas por proteção legal. Observa-se, porém, baixa cobertura midiática, sobretudo em veículos conservadores, o que invisibiliza o tema, reforçando a necessidade de maior pluralidade no debate público.
Considerações Finais
O estudo mostrou que a necessidade de organização coletiva entre motoristas uberizados decorre da precarização estrutural do trabalho, da ausência de regulamentação e da fragmentação imposta pela lógica individualista das plataformas. Sem vínculos, com renda instável e jornadas exaustivas, esses trabalhadores enfrentam vulnerabilidade crescente. Assim, associações e sindicatos tornam-se fundamentais para resistir ao modelo de exploração, conquistar representação e pressionar por proteção social e políticas públicas mais efetivas.
Referências
AREOSA, João. O meu chefe é um algoritmo: reflexões preliminares sobre a uberização do trabalho. Segurança Comportamental, v. 51, n. 14, p. 51-56, 2021. BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. 3ª edição. Lisboa: Edições, v. 70, p. 224, 2004. BRANCO, Pedro Mendonça Castelo; SILVA, Sidney Jard da. Precários, mas organizados: a estratégia de resistência dos uberizados. Cadernos Metrópole, v. 26, n. 59, p. 123-142, 2024. BRANDÃO, Priscila Melo; DE ARAÚJO, Helen Ruth Ribeiro; DE OLIVEIRA BRUM, André Luiz.UBERIZAÇÃO DO TRABALHO NO BRASIL. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, v