Introdução
Mediante um cenário histórico marcado por profundas transformações ambientais, onde a intensificação da degradação dos ecossistemas, crise climática e a crescente escassez de recursos naturais impõem uma reconfiguração urgente dos modelos tradicionais de produção e consumo. O modelo linear, estruturado na lógica do extrair-produzir-descartar, tem se mostrado insustentável no cenário contemporâneo. Nesse contexto o Plano Nacional de Economia Circular - PLANEC 2024, surge de forma estratégica em propor regeneração dos ciclos produtivos, valorização dos recursos e redução dos resíduos.
Problema de Pesquisa e Objetivo
Diante de um quadro contemporâneo surge a necessidade de repensar os modelos produtivos do agronegócio a partir das premissas da modernização ecológica e da teoria dos stakeholders no processo de ampliação de debate das cadeias produtivas do sistema. Tendo como objetivo discutir de maneira crítica, a importância das teorias na condição socioambiental da economia circular e da sustentabilidade no agronegócio brasileiro.
Fundamentação Teórica
As reflexões que deram origem tanto à Teoria dos Stakeholders quanto à Modernização Ecológica remontam à década de 1980, embora tenham emergido de contextos distintos e por motivações diversas. No campo da administração estratégica, Freeman (2004) rompeu com a lógica dominante da época, centrada nos interesses dos acionistas, ao argumentar que as organizações se encontram imersas em um ambiente relacional muito mais complexo. Dessa forma, o estudo comparativo contribuiu para uma ampliação acerca dos incentivos de base dessa proposta de estudo sobre stakeholders e modernização ecológica.
Metodologia
O uso metodológico desta pesquisa é de cunho qualitativo e partiu de revisões bibliográficas competentes ao levantamento, além de uma avaliação comparativa sobre dois estudos de caso, que foram selecionados por conveniência, descrevendo os sistemas produtivos locais e refletindo a atuação dos princípios da teoria dos stakeholders e da modernização ecológica. Para isso, fora estabelecido o uso do instrumento da Avaliação dos Fatores Circulares da ABNT NBR ISSO 59020:20, comparando a influência desses agentes e práticas no setor rural.
Análise e Discussão dos Resultados
Compete-se que as análises refletidas compreenderam sobre as relações trabalhistas, sociais e ecológicas dentro das propriedades rurais e como o aspecto de modernização ecológica e atores sociais são apresentados. Justificando que em ambos os casos os resultados das influências das teorias levantadas se mostraram dispare, de modo geral, entre os 8 aspectos da ABNT NBR ISSO 59020.
Considerações Finais
Ao revisitar o agronegócio brasileiro combinado às teorias anteriormente citadas, percebe-se que de um lado, emergem sinais concretos de alinhamento às práticas de sustentabilidade; de outro, persistem entraves estruturais que atenuam tais avanços. A análise revelou complexidade maior do que inicialmente suposto, indicando que a transição exige mais do que adesão a tecnologias ou certificações ambientais. Abrindo caminho para investigações comparativas, capazes de revelar nuances para transição efetiva de modelos circulares e regenerativos de produção à luz dos ODS.
Referências
BRASIL. Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Plano Nacional
de Economia Circular – PLANEC: 2025–2034. Brasília: MDIC, 2024.
FREEMAN, R. E.; WICKS, A. C.; PARMAR, B. Stakeholders Theory and “The
Corporate Objective Revisited” Organization Science. Vol. 15, No 3, May-June, 2004.