Introdução
A RSC evoluiu de ações filantrópicas para estratégia competitiva, integrando sustentabilidade ao negócio. A Teoria das Capacidades Dinâmicas (Teece, 2007) - sensing, seizing e reconfiguring - oferece framework para implementação em ambientes BANI. Este estudo de caso no LACLISO investiga como essas capacidades potencializam a RSC em médias empresas, combinando revisão bibliográfica e análise qualitativa para gerar contribuições teórico-práticas.
Problema de Pesquisa e Objetivo
Esta pesquisa motiva-se pela pressão por RSC e lacuna em sua operacionalização. Estuda como Capacidades Dinâmicas potencializam a RSC no LACLISO, transformando-a em estratégia sistêmica para impacto socioambiental e vantagem competitiva em ambientes complexos.
Fundamentação Teórica
A RSC evoluiu de ações filantrópicas para estratégia competitiva, integrando pilares sociais, ambientais e econômicos. O modelo Triple Bottom Line (ELKINGTON, 1994) consolida esta abordagem, enquanto estudos recentes comprovam seus benefícios para reputação e inovação. Paralelamente, as Capacidades Dinâmicas (TEECE, 2007) - sensing, seizing e reconfiguring - emergem como resposta à necessidade de adaptação em ambientes complexos. Conforme demonstram Zhao et al. (2019) e Teece (2007) A sinergia RSC-CDs transforma sustentabilidade em vantagem competitiva.
Metodologia
Esta pesquisa adota uma abordagem qualitativa exploratória (YIN, 2015) mediante estudo de caso no LACLISO investiga a sinergia entre Capacidades Dinâmicas (TEECE, 2007) e RSC. Combina revisão sistemática (Scopus/WoS/CAPES) com coleta empírica: 10 entrevistas semiestruturadas, observação participante e análise documental. Triangulação metodológica e análise de conteúdo (BARDIN, 2016) garantem rigor na investigação dos microfundamentos que sustentam a orquestração estratégica CDs-RSC em contexto real.
Análise e Discussão dos Resultados
O estudo no LACLISO mostrou que as Capacidades Dinâmicas (sensing, seizing, reconfiguring) impulsionam a sustentabilidade em médias empresas. O sensing identificou demandas ambientais e sociais locais, gerando programas de reciclagem e bem-estar. O seizing transformou essas oportunidades em ações, como a adoção de equipamentos que reduziram custos e impacto. O reconfiguring institucionalizou as práticas via comitês e treinamentos. A sinergia gerou redução de custos, retenção de talentos e expansão de serviços, mas desafios como resistência cultural persistem.
Considerações Finais
Estudo no LACLISO mostra que a tríade das Capacidades Dinâmicas (sensing, seizing, reconfiguring) é crucial para operacionalizar a RSC em PMEs de saúde. A integração transforma pressões socioambientais em vantagens competitivas, alinhando eficiência operacional e impacto social (Porter & Kramer, 2011). Isso gera redução de custos, atrai investidores e cria valor compartilhado, superando a visão fragmentada da sustentabilidade.
Referências
BARDIN, L. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2016.
ELKINGTON, J. Triple bottom line revolution: reporting for the third millennium. Australian CPA, v. 69, p. 75, 1994.
PORTER, M. E.; KRAMER, M. R. Creating shared value. Harvard Business Review, v. 89, n. 1/2, p. 62-77, 2011.
TEECE, D. J. Explicating dynamic capabilities: the nature and microfoundations of (sustainable) enterprise performance. Strategic Management Journal, v. 28, n. 13, p. 1319-1350, 2007
YIN, R. K. Estudo de caso: planejamento e métodos. 5. ed. Porto Alegre: Bookman, 2015.