Resumo

Título do Artigo

EDUCAÇÃO SUPERIOR E SUSTENTABILIDADE: uma análise da governança universitária brasileira por meio do índice iESGo
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Tema

Governança e Sustentabilidade em Organizações

Autores

Nome
1 - Leon Agostinho Figueredo Barbosa
Programa de Pós-Graduação em Administração e Controladoria (PPAC) - Universidade Federal do Ceará (UFC)
2 - CARLOS EDUARDO FELIX
Universidade Federal do Ceará - UFC - Programa de Pós-graduação em Administração e Controladoria (PPAC)
3 - Maria Vanessa Silva dos Reis
Universidade Federal do Ceará - UFC - Programa de Pós-Graduação em Administração e Controladoria (PPAC) Responsável pela submissão
4 - Editinete André da Rocha Garcia
Universidade Federal do Ceará - UFC - Faculdade de Economia, Administração, Atuária e Contabilidade

Reumo

Introdução
A concessão de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial às universidades brasileiras, mantendo sob responsabilidade da União os principais processos administrativos, conforme previsto na Constituição Federal de 1988, levou essas instituições a enfrentar desafios relacionados à necessidade de aprimoramento contínuo. Nesse contexto, a busca por instrumentos de gestão eficientes tornou-se central para a melhoria da qualidade de suas atividades e a consolidação dos processos de tomada de decisão, destacando-se a sustentabilidade (Viotto; Nascimento, 2024).
Problema de Pesquisa e Objetivo
Nesse cenário, persistem entraves como burocracia, restrições orçamentárias e complexidade administrativa, o que reforça a relevância do Índice de Governança e Sustentabilidade (iESGo) como instrumento crítico de avaliação, ao revelar tensões entre accountability e limitações estruturais (Viega; Lorenzi Junior; Glasenapp, 2023; Amâncio et al., 2025). Diante desse contexto, o estudo propõe analisar o nível de governança e sustentabilidade das universidades federais brasileiras, reconhecidas como atores estratégicos para o desenvolvimento científico, social e econômico.
Fundamentação Teórica
A Teoria Institucional entende que o comportamento organizacional é condicionado pela conformidade às normas socialmente aceitas, tornando a busca por legitimidade essencial para a sobrevivência das organizações; no caso das universidades, isso significa que, além de práticas racionais, são incorporadas formas socialmente racionalizadas que asseguram legitimidade mesmo sem ganhos de eficiência (Meyer; Rowan, 1977; Castro; Cunha; Barbosa Neto, 2025). Dessa forma, a governança sustentável resulta de pressões institucionais que impulsionam avanços (Meyer; Rowan, 1977).
Metodologia
Esta pesquisa possui caráter exploratório-descritivo, buscando compreender o fenômeno investigado e adota abordagem quantitativa aplicada para maior confiabilidade dos resultados (Creswell; Creswell, 2021). Com delineamento não experimental e transversal, baseado em dados secundários do ano-base 2024 (Vergara, 2016), a análise abrange as sessenta e nove (69) Universidades Federais do Brasil, com dados coletados em agosto de 2025 pelo portal do TCU (BRASIL, 2024). De posse da análise descritiva, foi realizada uma análise de cluster (Fávero e Belfiore, 2017).
Análise e Discussão dos Resultados
Conforme os resultados, notam-se diferenças expressivas de desempenho nos níveis de governança e sustentabilidade institucional. Considerando o conjunto total de 69 universidades, observa-se que há uma variação considerável, com aproximadamente 40,58% apresentando alto desempenho, 24,64% baixo desempenho e 34,78% desempenho médio, sugerindo que, de maneira geral, o desempenho iESGo das universidades analisadas tende a ser moderado a alto, mas ainda marcado por desigualdades significativas entre os grupos. Os resultados são validados pelo teste de médias (Amâncio et al., 2025).
Considerações Finais
Com base nos resultados, observa-se que o desempenho iESGo das 69 universidades analisadas apresenta grande heterogeneidade. Tais resultados evidenciam disparidades estruturais e administrativas entre as instituições, ao mesmo tempo em que demonstram oportunidades de benchmarking, nas quais universidades com menor desempenho podem se inspirar nas boas práticas identificadas por instituições de referência no iESGo.
Referências
AMÂNCIO, D. L. P.; FARIA, E. R.; FERREIRA, M. A. M.; ABRANTES, L. A. Quem governa a governança? Análise do iGG a partir das capacidades das Instituições Federais de Ensino. Revista Brasileira de Política e Administração da Educação, v. 41, e137833. 2025. BRASIL. Tribunal de Contas da União (TCU). Secretaria de Controle Externo de Governança, Inovação e Transformação Digital do Estado. iESGo – Governança, Sustentabilidade e Inovação: levantamento iESGo 2024 - Índice ESG (Environmental, Social and Governance). Brasília: TCU, 2024. FÁVERO, L. P.; BELFIORE, P. Manual de análise de dados. RJ, 2017.