Resumo

Título do Artigo

MUDANÇAS NA GESTÃO DOS CUSTOS AMBIENTAIS NUMA REDE HOTELEIRA
Abrir Arquivo

Tema

Estratégia para a Sustentabilidade

Autores

Nome
1 - Ana Júlia Mota Souto
Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - Ciências contábeis Responsável pela submissão
2 - Auris Martins de Oliveira
Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - Ciências Econômicas
3 - Rafael Ramon Fonseca Rodrigues
-
4 - Rosângela Queiroz Souza Valdevino
-

Reumo

Introdução
No contexto do desenvolvimento sustentável, a Contabilidade de Gestão Ambiental – CGA, Environmental Management Accounting – EMA (Javed et al., 2022; KONG et al., 2022) surgiu para reduzir impactos e otimizar recursos. No setor de turismo e, em especial, na hotelaria, o desempenho econômico está diretamente ligado a fatores ambientais e sociais (López-Gamero et al., 2023). Assim, empresas hoteleiras devem avaliar, mensurar e registrar a relação entre seus serviços e impactos ambientais (Oliveira et al., 2018).
Problema de Pesquisa e Objetivo
Este estudo analisa os custos ambientais de uma rede hoteleira no Rio Grande do Norte (RN), investigando as mudanças ocorridas em sua gestão ao longo de uma década. Para tanto, define-se como problema de pesquisa: Quais as mudanças foram realizadas nesta rede hoteleira na gestão de custos ambientais? O objetivo geral é realizar uma análise comparativa dessas transformações, enquanto os específicos buscam identificar alterações na segregação de custos ambientais em relação aos tradicionais e verificar a utilização do controle entre planejado e executado no orçamento.
Fundamentação Teórica
As empresas são protagonistas no avanço econômico e socioambiental, é necessário que as empresas avaliem continuamente os impactos ambientais de suas atividades. A análise interna pode reduzir custos, melhorar processos e gerar vantagem competitiva por meio da contabilidade ambiental (Stanescu et al., 2021). Nesse sentido, a contabilidade verde é uma ferramenta que busca mensurar e divulgar, de forma mais completa e transparente, o desempenho ambiental, auxiliando na economia de recursos, redução de riscos e fortalecimento da reputação corporativa (Gonzalez; Mendoza, 2020).
Metodologia
A pesquisa caracteriza-se como descritiva (Newman, 2014) e estudo de caso (Lewis, 1998; Voss; Tsikriktsis; Frohlich, 2002), por investigar empiricamente mudanças na gestão de custos ambientais em uma rede hoteleira. Adotou abordagem qualitativa (Paiva Júnior; Leão; Mello, 2011), baseada em entrevista com a gerente administrativa via Google Meet em 2024, confrontada com dados de 2013 (Oliveira et al., 2018). Assim, trata-se de um estudo longitudinal com coletas em diferentes períodos (Hair Jr. et al., 2006).
Análise e Discussão dos Resultados
Foram analisados dados de uma rede hoteleira, comparando práticas atuais e de uma década atrás. A gerente entrevistada relatou uso de matérias-primas renováveis e não renováveis, manutenção de programa de reciclagem há mais de dez anos e investimentos em eficiência energética, como sistema de economia de energia e aquisição de usina solar, que reduziu 7,6% dos custos totais. Contudo, não há programas ambientais formais, e os custos ambientais ainda são contabilizados de forma agrupada com os tradicionais.
Considerações Finais
A pesquisa analisou a gestão de custos ambientais em uma rede hoteleira ao longo de uma década, concluindo que não houve mudanças expressivas, exceto o investimento em energia solar, que atende 60% da demanda e reduziu 7,6% dos custos. A segregação de custos ambientais segue inexistente, embora haja uso de insumos renováveis e reciclagem. O estudo contribui teoricamente ao discutir EMA no setor hoteleiro e, na prática, mostra os benefícios econômicos de práticas sustentáveis. Limita-se a uma filial, sugerindo estudos mais amplos.
Referências
OLIVEIRA, A. M.; PAIVA, A. C. N.; ALMEIDA, C. R. C.; DINIZ, S. M.; OLIVEIRA, A> M.. Gestão de custos ambientais: um estudo numa rede hoteleira do Rio Grande do Norte. Revista Conhecimento Contábil, v. 7, n. 2, p. 79-94, 2018. Disponível em: https://periodicos.apps.uern.br/index.php/RCC/article/view/792. Acesso em: 25 mai. 2024.