Resumo

Título do Artigo

SUSTENTABILIDADE NO AGRONEGÓCIO: ANÁLISE DE ADERÊNCIA DOS RELATÓRIOS ESG DAS EMPRESAS AMAGGI E BRASILAGRO AOS PADRÕES GRI E NORMAS IFRS S1 E IFRS S2
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Tema

Agronegócios e Sustentabilidade

Autores

Nome
1 - Anderson Marques de Matos
Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT - Cuiabá Responsável pela submissão
2 - Benedito Albuquerque da Silva
Universidade Federal de Mato Grosso - Cuiabá

Reumo

Introdução
As discussões sobre sustentabilidade, que começaram com Malthus, ganharam destaque global com a Agenda 2030 da ONU e seus 17 ODS, buscando um equilíbrio entre economia, sociedade e meio ambiente. Essa preocupação impacta o agronegócio brasileiro, um pilar econômico que enfrenta desafios ambientais. Diante disso, a governança corporativa exige a divulgação de relatórios de sustentabilidade, como os que seguem padrões como GRI e as novas normas IFRS S1 e S2. No Brasil, essas normas (NBC TDS 01 e 02) se tornarão obrigatórias para empresas da B3 a partir de 2026.
Problema de Pesquisa e Objetivo
Problema de pesquisa: qual o nível de aderência dos relatórios ESG das empresas AMAGGI e BrasilAgro aos padrões GRI e às normas IFRS S1 e IFRS S2 nos anos de 2022, 2023 e 2024? O objetivo geral dessa pesquisa é avaliar o nível de aderência dos relatórios ESG das empresas AMAGGI e BrasilAgro, referente aos anos de 2022, 2023 e 2024, aos padrões GRI e âs normas contábeis de sustentabilidade IFRS S1 e IFRS S2.
Fundamentação Teórica
A sustentabilidade corporativa evoluiu do conceito de Triple Bottom Line (Elkington, 1994) à Agenda 2030 da ONU e seus 17 ODS, buscando equilibrar dimensões econômica, social e ambiental. A pressão de stakeholders levou ao aumento da divulgação socioambiental, embora práticas de greenwashing persistam. Padrões como GRI e, mais recentemente, IFRS S1 e S2, promovem transparência e uniformidade nos relatórios. No Brasil, o agronegócio, amplo e competitivo, enfrenta desafios globais e sustenta relevante parcela da economia.
Metodologia
A pesquisa, descritiva e quali-quantitativa, analisou os relatórios ESG da AMAGGI e BrasilAgro (2022-2024) por meio de coleta documental. Verificou-se a conformidade com o GRI e, posteriormente, com as NBC TDS 01 e 02, que internalizam as IFRS S1 e S2. A aderência ao GRI foi mensurada com a técnica Thomson Reuters ESG, gerando índices percentuais por dimensão (ambiental, social e governança), enquanto as NBC TDS foram avaliadas segundo os requisitos específicos de cada norma.
Análise e Discussão dos Resultados
A análise dos relatórios ESG (2022-2024) mostrou que a AMAGGI teve evolução geral no GRI de 58,67% para 66,42%, com governança estável e ambiental mais instável, enquanto a BrasilAgro cresceu de 61,01% para 72,30%, destacando-se no indicador ambiental. Quanto às NBC TDS, em 2024 a AMAGGI atingiu 42,86% (NBC TDS 01) e 32,86% (NBC TDS 02), e a BrasilAgro 44,64% e 34,29%, respectivamente. Ambas apresentam lacunas, mas a BrasilAgro manteve desempenho ligeiramente superior.
Considerações Finais
Os resultados mostraram avanços na adoção das diretrizes GRI pelas empresas. Quanto às NBC TDS 01 e 02, ambas ainda estão em adaptação, com obrigatoriedade apenas a partir de 2026 para listadas na B3. Esperava-se que a BrasilAgro, de capital aberto, apresentasse resultados muito superiores à AMAGGI, de capital fechado; porém, a diferença foi pequena. O estudo contribui à literatura ao analisar comparativamente a sustentabilidade no setor e medir a aderência às novas normas.
Referências
ELKINGTON, J. Triple bottom line revolution: reporting for the third millennium. Australian CPA, v. 69, p. 75, 1994. GLOBAL REPORTING INITIATIVE - GRI. How to use GRI Standards. Global Reporting Initiative, 2023. Disponível em: https://www.globalreporting.org/standards. Acesso em 01 out. 2024. OLIARI, R. Entenda as normas IFRS S1 e IFRS S2. Deloitte. 2024. Disponível em: https://www.deloitte.com/br/pt/services/audit-assurance/perspectives/normas-sustentabilidade-fatores-climaticos.html. Acesso em: 03 de Out de 2024.